Seleção Hypeness

Eles não largaram tudo: 5 histórias de empreendedorismo real e algumas lições de vida

por: Redação Hypeness

Empreendedorismo é palavra da moda e, como tudo que se torna popular, a realidade ao redor do esforço que de fato é empreender em um negócio novo e inovador acaba diluída por impressões e promessas que muitas vezes não condizem com a realidade. Quando se pensa em empreendedorismo, imagina-se comumente uma vida lúdica de aventuras empresariais, em que uma boa ideia e o trabalho devido transformam uma realidade burocrática, desinteressante ou mesmo de pouco dinheiro em um sonho próspero e excitante – e essa pode sim ser a verdade para o empreendedor. Mas antes disso acontecer, muitos tropeços, dificuldades, erros e, acima de tudo, muito trabalho precisa necessariamente se dar.

Se, por definição, empreendedorismo é o processo de iniciar novos negócios ou novos produtos, através de inovações e mudanças, trata-se, portanto, de algo que também envolve risco. Para tentar combater a falsa impressão de que o empreendedor é alguém que “largou tudo” para viver seu sonho simplesmente, separamos cinco empresas e suas cinco histórias de superação, transformação, trabalho e aprendizado – a fim de mostrar com mais clareza como, não só na vida profissional como na vida pessoal, é preciso contornar e superar muitas coisas até que o empreendedor possa se aproximar do sucesso, e de como isso, no fim, é uma boa notícia. Principalmente: é algo real.

Henrique Möller e a Pousada Butiá

Muitas vezes para empreender é preciso ter coragem, e aceitar o que a vida oferece. Se a história do funcionário que larga tudo para abrir uma pousada longe da cidade grande pode parecer um sonho, na vida real ela é mais difícil do que parece. Mas foi o que o gaúcho Henrique Möller fez. Depois de uma vida inteira de muito trabalho e idas e vindas no Design, entre São Paulo e Porto Alegre, Henrique herdou, com o falecimento da mãe, um terreno no interior do Rio Grande Sul.

Sua ideia original era seguir no design, e fazer do terreno um negócio lucrativo que permitisse que ele seguisse parte do tempo em São Paulo. Depois de investir tudo que tinha e mais um pouco – e de conhecer e se casar com Desireé, hoje mãe de suas duas filhas, Ana e Lia – em maio de 2013 ele finalmente inaugurou o Butiá, uma pousada, restaurante e espaço gastronômico para eventos. O designer se transformou em um empreendedor do turismo e, por isso, precisou de dois anos até que o negócio passasse a lucrar. Para tal, Henrique precisou largar São Paulo e a segurança de seu trabalho anterior, e se dedicar ao novo negócio de corpo e alma – um paraíso que agora se tornou de fato sua casa, sua vida, sua renda.

Alvimar, Aline e o Jaubra

Ainda que o Uber e outros aplicativos de transporte sejam hoje realidade e sucesso, transformando diretamente a mobilidade na maioria das grandes cidades do mundo, tal mudança não chega necessariamente na prática para toda a população: quem vive nas chamadas quebradas vê sistematicamente seus bairros serem rejeitados pelos motoristas, por receio e medo da violência costumeiramente presente nos locais. Tal problema se apresentou para Alvimar da Silva como uma oportunidade, e ele criou o Jaubra, o “Uber da periferia”, uma versão “de bairro” do serviço, atendendo na região da Brasilândia, zona norte de São Paulo.

No início, tudo era improvisado: a filha de Alvimar, Aline, anotava os pedidos enquanto o pai, que era motorista da Uber, realizava as corridas. A demanda só aumentava, e ele começou a ter que passar os pedidos para outros amigos taxistas. A essa altura sua outra filha e seu sobrinho também já trabalhavam pra Jaubra. O diferencial passou a ser que os motoristas da sua empresa não tinham medo da região, já que eram de lá. Em uma semana de atividades ele já não mais dirigia pra Uber, e passou a se dedicar somente ao seu negócio.

Central de atendimento da Ubra

Foi preciso investir para formalizar o negócio, feito com dinheiro da rescisão de um trabalho de Aline. Em dezembro do ano passado a empresa, agora já também um aplicativo (chamado Ubra), recebeu 13 mil pedidos. Hoje são 400 motoristas cadastrados e uma frota de cerca de 60 carros, com 20 trabalhando somente para Alvimar. A central de atendimento telefônico permanece, para que o espírito inicial do negócio “de bairro” não se perca. Uma grande ideia, que se revela lucrativa, e que ainda impacta positivamente sobre uma região pobre da cidade é que de melhor o empreendedorismo pode ser.

Carol Costa e o Minhas plantas

Transformar um hobby em profissão e meio de vida é o ideal por definição dos que pensam em se tornarem empreendedores. E foi isso que Carol Costa fez, ao criar o site Minhas Plantas e deixando de ser jornalista para se tornar jardineira em tempo integral. Até chegar lá, no entanto, foi um longo caminho de trabalho, erros, acertos e muita dedicação.

O site cria conteúdo, como tutoriais para facilitar a jardinagem diária, e conecta o mercado de serviços de jardinagem com os clientes e, com ele, Carol passou a criar projetos, cursos e apresentações de tendências para grandes empresas e produtores. No início, porém, ao deixar o trabalho de jornalista, Carol usou o dinheiro do FGTS para começar o site. Investiu em uma grande estrutura, funcionários, divulgação, mas o resultado não veio. Ela percebeu então que, ao pensar grande, não estava fazendo justamente o que queria – passava o dia na frente do computador, e não com a mão na terra.

Ela decidiu então por enxugar tudo, diminuir a estrutura e até a ambição, e não renegar seu talento como jornalista – e, acima de tudo, trabalhar efetivamente com plantas, e não com elas como tema somente. Assim nasceu um site com conteúdo realmente único e de qualidade, e uma base firme e crescente de seguidores, que fazem dos cursos, consultorias, vídeos e lives um sucesso real, do tamanho que deve ser.

Rafael, Ludmila e a The Slow Bakery

Até 2014, o casal Rafael Brito Pereira e Ludmila Espíndola nunca tinham feito um pão na vida. Passados quatro anos, os dois são fundadores da The Slow Bakery, a mais badalada padaria artesanal do Rio de Janeiro, hoje referência em pães saudáveis e gourmets no bairro de Botafogo. O passado dos dois nada tinha a ver com padarias: já passavam dos 40 anos e vinham das áreas de publicidade e audiovisual, e fecharam a agência de conteúdo que administravam para só então empreender no ramo de pão. Para começar, no entanto, foi preciso aprender tudo – a começar por como fazer o próprio pão.

A pesquisa foi intensa e autodidata, e, depois de muito trabalho e ampla pesquisa pelos melhores ingredientes, no final de 2014 a loja foi aberta ainda como virtual. Foi preciso realizar parcerias, permutas, empréstimos, gastar heranças e muito esforço para começar, abrir a loja, esperar o pão ficar pronto – sua fermentação lenta faz com que demore até dois dias – e os clientes chegarem. E eles vieram: hoje os convites são para expandir para outros estados e países, mas o casal prefere permanecer menor, estando sempre presente, lavando louça, atendendo os cerca de 1000 clientes que semanalmente passam pela loja, vendendo um pão verdadeiramente saudável e bom – e mudando de vida depois dos 40.

Claudia Schultz e a Chokolah

Fazer um negócio se manter de pé é a tarefa mais difícil depois de começar a empreender. No caso da socióloga Cláudia Schultz e sua fábrica de chocolates orgânicos Chokolah, a dificuldade se tornou uma trágica analogia literal: em um forte temporal em 2016, a estrutura da fábrica não resistiu e veio abaixo. Depois de um mutirão que ajudou a recuperar o que era possível no local do desabamento, e de um prejuízo de 4 milhões de reais, Cláudia não tinha outra opção que não recomeçar – e foi o que ela fez.

O que restou da fábrica original

A paixão por chocolates – que começou a virar profissão enquanto cursava sociologia, fazendo chocolates caseiros para ajudar nos custos – foi o que a moveu. Ela rapidamente alugou um novo espaço na mesma cidade de São Roque, no interior de São Paulo, e começou de forma provisória a recolocar sua linha de produção para funcionar.

Com força, dedicação e muito trabalho, a fábrica ficou parada por somente 15 dias, e lançou em seguida dois novos produtos. Hoje são mais de 4 toneladas de chocolates produzidos todo mês, e com novas instalações para a fábrica, que produz um produto de qualidade, feito com ingredientes selecionados e sempre naturais, e muita força de vontade.

Como se vê, além das dificuldades pessoais e da própria dificuldade que efetivamente existe em empreender e começar (ou transformar) um negócio, o dinheiro muitas vezes define ou agrava tais crises. É por isso que tantas startups vão ao programa Shark Tank Brasil, a fim de conseguirem justamente o investimento que pode transformar um negócio de sucesso incipiente em uma empresas sólida e eficaz. Assistir ao programa é também aprender muito sobre a realidade do empreendimento, tanto do ponto de vista do investidor quanto do empreendedor.

Não só as empresas que vão até o programa tentar “vender” sua ideia para conseguir os investimentos, mas a própria dos investidores que representam o Shark Tank Brasil é também de superação e muito trabalho até alcançar o sucesso. Caito Maia, fundador da Chili Beans, Cristiana Arcangeli, criadora da Beauty-In e também empresária no segmento de moda, João Appolinário, dono da Polishop, Robinson Shiba, criador do China In Box e do Gendai, e Camila Farani, investidora-anjo e primeira mulher presidente do grupo de investimentos Gávea Angels, hoje presidente da G2 Capital, tiveram de ralar, errar, corrigir e transformar seus empreendimentos antes de alcançarem o sucesso – e estarem agora na posição de ajudar quem está começando nesse caminho.

O empreendedorismo é um caminho duro porém pleno em possibilidades, que pode sim, com todas essas variantes, se tornar um futuro próspero e melhor. Para ver essas histórias muitas vezes comoventes e necessariamente reais sobre o tema e entender melhor como esse universo funciona, basta assistir ao Shark Tank Brasil no Canal Sony toda sexta-feira às 22hs, com reprises aos domingos, às 23hs.

Para inovar e empreender, é preciso ter coragem, ousadia e acreditar na sua própria essência e potencial. Por isso, o Hypeness uniu forças com o programa Shark Tank Brasil, do Canal Sony, para contar histórias e dar dicas inspiradoras de quem conseguiu usar experiência de vida, muito trabalho e criatividade para ter sucesso com um negócio próprio. Para tentar convencer os investidores, que no programa procuram negócios originais e inovadores, os empreendedores precisam se superar e, fora dos estúdios, a realidade não é diferente. Acompanhe estas histórias e inspire-se!

Publicidade

© fotos: divulgação


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Bar em Curitiba dá chope grátis para quem for visitar museu Oscar Niemeyer