Inovação

Empresas inovadoras apostam cada vez mais em nômades digitais na equipe

por: Mari Dutra

Chelsea Odufu tem 24 anos e o trabalho que muita gente sonha: ela ganha a vida para trabalhar com criação de vídeos, como nômade digital, para a empresa Fiverr.  No início deste ano, a Fiverr, uma plataforma online de serviços freelance, fechou uma parceria com a Remote Year, que executa programas de viagens no exterior, para procurar um representante nômade digital.

É uma grande tendência atual entre as empresas (em especial nos EUA), procurar um candidato viajante para gerar repercussão e publicidade rápida. Marcas que vão do “The New York Times” até o destino turístico mexicano de Cancún já entraram na dança.

 

Chelsea, uma cineasta de 24 anos, que vivia no Senegal na época, venceu dezenas de milhares de outros candidatos. Entrevistada pela Forbes por ter o “trabalho mais legal do mundo”, ela não está sozinha nessa.

Desde 2010 já falávamos aqui sobre os benefícios do nomadismo digital e cada vez mais empresas estão inovando ao adotar este modelo e, ao que tudo indica, o nomadismo digital vai muito além da publicidade. Funcionários viajantes ou que vivem em locais diversos ajudam a criar hubs de informações, insights e conteúdo de forma muito mais plural. Todo mundo sai ganhando: a empresa diminui os custos em estrutura fixa e ganha colaboradores mais motivados, que podem contribuir com sua área de atuação sem depender de um endereço fixo.

Segundo um estudo realizado pelo oDesk, a flexibilidade de horários é o benefício mais procurado por candidatos a vagas nos Estados Unidos. Ao permitir o trabalho remoto, as empresas também conseguem atrair profissionais mais inovadores e qualificados. A pesquisa apontou que 64% dos trabalhadores freelancer busca a habilidade de trabalhar enquanto viaja.

No Hypeness, a equipe de redação trabalha quase que integralmente de forma remota. Parte deste time desde 2014, já conciliei o trabalho com viagens pela Europa, México, Marrocos e diversos destinos brasileiros – ao mesmo tempo em que moro em Porto Alegre, a quilômetros de distância do restante da equipe.

Uma das oportunidades oferecidas por esse modelo é a de criar conteúdos que não seriam possíveis com um time que trabalhasse de forma presencial, batendo ponto no escritório. Resultado disso são pautas degustando as criações da pizzaria mais antiga de Nápoles, refletindo sobre design e violência em uma exposição em Dublin, dando um rolê pelos spas de cerveja de Praga ou curtindo uma feira de Natal que existe (ou resiste?) há mais de 600 anos na Alemanha.

Essa sou eu me preparando para uma pauta em Barcelona, em 2015.

Para manter o contato com a equipe e a integração desse povo que fica espalhado pelo Brasil e pelo mundo, rolam reuniões esporádicas, um grupo de troca de ideias no Facebook, documentos compartilhados e muitas trocas de e-mails e mensagens.

Talvez não seja a mesma coisa do que encontrar os colegas de trabalho para um cafezinho na cozinha da firma. Mas vai dizer que você prefere mesmo bater um papo (e o ponto) sempre no mesmo lugar?

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Fotos: Unsplash e Mari Dutra


Mari Dutra
Especialista em conteúdos digitais, Mariana vive na Espanha, de onde destila textos sobre turismo, sustentabilidade e outros mistérios da vida. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog e no Instagram do Quase Nômade.

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