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Enfermeira de hospital de saúde mental comete suicídio após bullying de colegas

por: Redação Hypeness

Uma enfermeira do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido não resistiu ao bullying constante sofrido por colegas de trabalho e acabou se suicidando. Rhian Collins, de 30 anos, deixou dois filhos e foi encontrada pelo noivo enforcada em sua casa.

Em mensagem de despedida enviada aos familiares, a profissional de saúde disse estar enfrentando ‘momentos difíceis’ e além do bullying, era escalada pelos colegas para trabalhar nos piores horários dos turnos da noite.  

 A enfermeira trabalhava no Hospital Cefn Coed, em Swansea, no País de Gales. Sua rotina consistia em cuidar de pacientes com distúrbios mental e ao todo gerenciava mais de 190 leitos.

De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, Collins aparentava cansaço meses antes de cometer suicídio. Por causa da perseguição de alguns colegas, tinha se tornado obcecada pela aparência, passando horas a fio na academia.

Collins estava tomando remédios para emagrecer e obcecada por academia

“Ela conviva com problemas no trabalho. Collins era escolhida com frequência para cumprir os piores turnos. Por causa das dificuldades, ela ia para academia até quatro vezes por dia”, explicou  a oficial Nia Lambley, sargento responsável pelo inquérito.

Além da prática excessiva de exercícios físicos, a enfermeira começou a tomar remédios de emagrecimento e estava cada vez mais distante da família. No relatório de sua morte constam pensamentos suicidas como ‘caminhar até o mar’, contudo os investigadores dizem que ela se sentia culpada de deixar os dois filhos desamparados.

Em função da ausência de uma segunda pessoa, a polícia local aposta no suicídio como causa mais provável da morte. O coronel Collins Phillips concluiu que “ela tinha intenções de se matar”.

O Hypeness já falou sobre os efeitos do bullying. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o crescimento de casos de depressão associados com o bullying. De acordo com dados publicados pela Agência Brasil, entre 2005 e 2015, a quantidade de pessoas em estado depressivo aumentou 18%. Estima-se que atualmente 300 milhões, de idades variadas, convivam com a doença no mundo.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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