Debate

#FuiDemitidoPQ evidencia que maioria das demissões acontecem por assédio ou machismo

por: Redação Hypeness

O Twitter está se tornando um importante espaço de reflexões e debates sobre algumas práticas que insistem em fazer parte da vida moderna. Vez ou outra surgem, por meio de hashtags, assuntos sobre racismo, machismo, violência sexual e por aí vai.

Desta vez o tema foi trabalho. A tag #FuiDemitidoPQ reuniu uma série de tuítes de pessoas contando os motivos de saírem de seus empregos. Entre milhares de relatos foi possível constatar uma unidade. A maioria deles tinham elementos de assédio ou machismo.

As pessoas apontaram que muitas vezes foram vítimas de dois elementos: o machismo e abuso de poder. Trocando de miúdos, fazendo valer de seu posto de chefe, os homens chantageavam as funcionárias para saciar imposições machistas.  

Sim, no meio de alegações de assédio e outras formas de machismo, é óbvio que houve espaço também para desabafos sobre posturas racistas.

Mais elementos machistas na sociedade…

Segundo reportagem publicada no jornal O Globo, ao menos um caso de assédio sexual em escritório é registrado por hora no Brasil. Apenas nos últimos três anos, tribunais e varas regionais trabalhistas receberam 20 mil ações.

Entre os anos de 2015 e 2017, o volume de ações nestes tribunais e varas subiu 12% e de acordo o Superior Tribunal do Trabalho (TST), a maioria das vítimas são mulheres. Só no Estado do Rio de Janeiro, a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho mapeou 950 ações nos últimos três anos.

Para denunciar casos de assédio no trabalho, é preciso seguir algumas instruções. Primeiro, a vítima deve procurar preferencialmente gerências do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. A denúncia no MPT também pode ser formalizada pelo site. Busque pela Procuradoria Regional do seu estado e relate os acontecimentos.

Lembrando que assédio sexual é crime desde 2001. O artigo 216-A do Código Penal prevê de um a dois anos de prisão para  “constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição se superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício, emprego, cargo ou função”.




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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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