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Operação contra trabalho escravo resgata 18 em fazenda credenciada pela Starbucks

por: Redação Hypeness

A fazenda Córrego das Almas, em Piumhi, no interior de Minas Gerais, foi alvo de uma operação contra trabalho escravo. Na propriedade, credenciada pela Starbucks, foram resgatados 18 trabalhadores atuando em condições degradantes de trabalho.

De acordo com o Repórter Brasil, as pessoas viviam em condições análogas à escravidão. Os trabalhadores rurais dormiam em alojamentos precários, sem rede de esgoto ou água potável. A operação foi executada por autoridades-fiscais do Ministério do Trabalho.

“A gente não recebia por feriado, domingo, nada. E trabalhava de segunda a sábado, sem marcação de horas. Durante a semana, entrava às 6h e só parava às 17h”, explicou um do resgatados.

Fartura, como a fazenda é conhecida na região, possui a certificação C.A.F.E. Practices, selo da Starbucks em parceria com a SCS Global Services. A propriedade também ostentava o selo UTC, honraria máxima no ramo do café. ‘Não é permitido trabalho escravo ou forçado’, dizia um dos anúncios.

O Starbucks diz que não compra café da fazenda

A Starbucks admitiu ligação com a fazenda, desde 2016 certificada pela empresa, mas negou a compra de café. Por meio de nota, a companhia norte-americana assegurou a instauração de um processo investigativo para a revisão do selo.

“Estamos investigando esse assunto e continuaremos a prestar muita atenção às notificações do Ministério do Trabalho e Emprego. Nenhuma fazenda da lista do trabalho escravo pode fornecer café para a Starbucks”, pontuou.

Já SCS Global Services ressaltou a realização de inspeções antes da certificação. A parceria da Starbucks na entrega do selo garantiu que na época não existiam indícios de trabalho escravo. Ao todo, a fazenda possui mais de 151 funcionários, 3 milhões de pés de café, além de soja, feijão e gado.

Trabalho escravo é crime previsto no artigo 149 do Código Penal Brasileiro. Em 2017, o número de operações de fiscalização para a erradicação da prática caíram 23,5%. O Ministério do Trabalho informou que foram feitas 88 operações em 175 estabelecimentos no ano passado, contra 115 em 2016. É a menor atuação das equipes de erradicação desde 2004.

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Foto: Pixabay


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