Seleção Hypeness

Pessoas que estão mudando a cara (e o core) do setor de tecnologia e inovação social no Brasil

por: Bibiana Beck

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Quem são as pessoas que lhe vem à cabeça quando você pensa em tecnologia? Se você imaginou homens, brancos e estadunidenses – como Steve Jobs e Bill Gates – ou no estereótipo do nerd com óculos fundo de garrafa, vem com a gente porque esta imagem está cada vez mais distante da realidade.

Não é novidade que a diversidade impulsiona a inovação. Essa máxima se mostra tão potente na prática, que vozes plurais estão sendo amplificadas e ganhando espaço. Não só no mercado de trabalho, mas também em eventos especializados, como o Festival Social Good Brasil 2018, que acontece nos dias 31 de agosto e 1 de setembro em Florianópolis (com transmissão ao vivo para todo o Brasil). Serão reunidos alguns profissionais referência em inovação social que, além de quebrar paradigmas em seu campo de atuação, estão abrindo espaço para representatividade no setor nacional de tecnologia.

1. Nina Silva, mulher destaque entre os 50 profissionais mais influentes de tecnologia no Brasil

Executiva de com TI há mais de 16 anos, é também mentora, escritora e palestrantes em temas como gestão de negócios, tecnologia, liderança e diversidade. Tamanha experiência rendeu a nomeação como uma das 100 pessoas afrodescentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos (MIPAD2018 e ONU), 50 Hackers to Follow da Gama Academy e Menções Honrosas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. É sócia fundadora do D’Black Bank e do Movimento Black Money: um negócio social que visa justiça econômica, atuando no fomento do empreendedorismo e inovação para a população afrobrasileira. O portal vai contar com uma gama de serviços financeiros 100% digitais, com taxas justas e incentivos sociais a projetos educacionais.

2. Luca Scarpelli, homem trans, publicitário premiado internacionalmente e YouTuber

Aos 27 anos, já encontrou uma forma de usar a tecnologia para impactar positivamente a vida das pessoas. Ele é criador do Transdiário, canal que nasceu com o objetivo de documentar sua transição e acabou virando uma plataforma que discute identidade de gênero e outros assuntos relacionados. Com o canal, tem o objetivo de transformar a realidade de pessoas trans e não-trans que, por algum motivo, se deparam com questões de gênero. Como publicitário, coleciona sucessos: já foi shortlist no Festival de Cannes e recebeu prêmios como El Sol, Lusos, entre outros. Também foi professor na Universidade Católica Portuguesa, no curso de Mídias Sociais, na matéria de processos criativos.

3. Liliane Tiê, colabora com movimentos de hack ativismo e trabalha pela inclusão das mulheres no mercado de tecnologia

“Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, foi sempre assim que o mundo mudou”. Esta frase, da antropóloga Margaret Mead, é uma das inspirações de Liliane: uma mulher que está desafiando o status quo. Depois de participar de um evento sobre Blockchain em que estava cercada de homens engravatados, seu sonho se tornou o de incluir e integrar mais mulheres nos ambientes masculinos de tecnologia. Para isso, está a frente da rede Women In Blockchain Brasil como Community Builder da organização. Colabora com movimentos de hack ativismo cívico e corporativo. Ela conta entre risos que estudou bastante para colecionar certificações na área de tecnologia, mas o que a deixou feliz mesmo foi participar de um evento cheio de mulheres e ganhar um certificado que dizia: Bela, empreendedora e do bar.

4. Paulo Rogério Nunes, empreendedor, mestre das novas mídias e um dos 100 afrodescentes mais influentes do mundo

Em sua carreira, o publicitário e empreendedor co-fundou a Aceleradora Vale do Dendê, holding social destinada a fomentar ecossistemas de inovação e criatividade com foco em diversidade, e também o Instituto Mídia Étnica e o Portal Correio Nagô. É palestrante e consultor em diversidade na Casé Fala, fellow da Ashoka e alumni do Berkman Klein Center da Universidade Harvard. Em 2011, recebeu um prestigioso fellowship profissional da Fulbright na Universidade de Maryland (EUA) para estudar “Jornalismo e Novas Mídias”. Foi um dos 11 líderes escolhidos para um encontro privado, em São Paulo, com o ex-presidente Barack Obama e foi o primeiro brasileiro a fazer a palestra de abertura em evento internacional da Obama Foundation, em Chicago.

5. Jaque Buckstegge, pesquisadora em comportamento digital, professora e mestre em Ciência Política

Sempre trabalhou com educação em metodologia de pesquisa e análise de dados e tem como objetivo tornar o assunto acessível ao maior número de públicos. Recentemente, por exemplo, adaptou a metodologia de ensino para comunidades quilombolas no Pará. É pesquisadora e professora no Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD). Já trabalhou com análise de repercussão de imprensa em mídias sociais, pelo Centro de Pesquisa e Opinião Pública (CPOP/UFPR) e estudou um assunto pra lá de importante em anos de eleições: o processo de decisão e a construção do voto. A dissertação que escreveu durante seu mestrado em Ciências Políticas recebeu menção honrosa em 2017 pela dissertação “A Construção do Voto: análise do processo decisório eleitoral nas eleições presidenciais de 2014”, pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS).

Esses e outros pioneiros estarão no Festival SGB 2018 compartilhando suas experiências e falando sobre a intersecção das tecnologias – como uso de dados, realidade virtual e blockchain – com temas bem humanos: liderança, negócios do futuro, sustentabilidade, agricultura urbana, juventude, identidade de gênero, empreendedorismo e muitos outros. Para assistir ao evento online, basta preencher este formulário.

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Bibiana Beck
Jornalista, feminista e psicóloga em formação. Trabalha há 10 anos com comunicação digital e hoje estuda gênero e violência. Acha doce de leite melhor do que Nutella.

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