Debate

7 comentários que mostram que não entendemos o tamanho da perda do Museu Nacional

por: Kauê Vieira

O incêndio no Museu Nacional demonstra a urgência de investimentos em educação e cultura. Parece até um chavão, mas alguns comentários pinçados pelo Hypeness expõem os resultados de décadas de negligência.

Nem a perda de 20 milhões de objetos – como o fóssil da brasileira mais antiga que se tem notícia, sensibilizou parte de uma sociedade que insiste em polarizar discussões que deveriam ser unanimidade.

“O país na merda e gente pensando em museu. Vamos pensar em um Brasil melhor, porque quem vive de passado é museu”, disse uma pessoa no Facebook.

Tem gente desdenhando a história do Museu Nacional

O ponto é que desenvolvimento social anda de mãos dadas com educação, cultura e consequentemente museus. Guardiães da história brasileira, os museus são caixas de jóias imprescindíveis para entender os rumos de uma sociedade. História não tem lado, são fatos.

Quais são os fatores que contribuem para uma noção equivocada sobre o valor do patrimônio perdido no Museu Nacional? Talvez as respostas estejam na ausência de políticas de Estado que façam da cultura, de fato, um dos símbolos do país.

Para efeito de comparação, a Copa do Mundo de 2014 custou aos cofres públicos mais de R$ 38 bilhões. Os investimentos, em sua maioria, foram destinados aos estádios. Muitos deles obsoletos.

A Folha de São Paulo publicou reportagem mostrando que, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, investimentos em educação no Brasil são baixos e ineficientes. O OCDE aponta que o país sul-americano está entre os que menos gastam com qualidade de ensino no mundo.

Em cinco anos, o governo federal cortou 66% da verba destinada para a educação. Até março de 2013, o dinheiro destinado para a área estava na casa dos R$ 13,6 bilhões, mas diminuíram para R$4,5 bi, em 2018. Os dados foram fornecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

“Dificilmente vamos reverter, em um futuro próximo, a queda de 66%. Há uma necessidade de manter as contas públicas em trajetória de equilíbrio”, declarou ao DCI Juliana Inhasz, professora de economia da Fecap.

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Fotos: Reprodução


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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