Inspiração

Aluna de escola pública do Pará vai aos EUA falar de projeto sobre uso de lixo na Amazônia

por: Joao Rabay

De Moju, no Pará, para o mundo: aos 16 anos e cursando o segundo ano do ensino médio, a jovem Francielly Barbosa teve o talento para a ciência reconhecido e foi convidada a viajar para Boston (EUA) com objetivo de apresentar um estudo sobre o uso de lixo na fundação de casas na Amazônia.

O trabalho foi idealizado quando ela estava no primeiro ano do ensino médio e percebeu que muitos moradores da região de Moju reclamavam de um cheiro forte que lembrava gás em suas residências, que também tinham rachaduras nos pisos e paredes.

Com ajuda de uma professora, chamada Daniele, a estudante descobriu que 75% das casas da cidade tinham sido construídas sobre fundações feitas com lixo orgânico, já que os moradores não possuíam o dinheiro necessário para comprar os materiais de construção tradicionais.

Francielly, de azul, recebendo prêmio

O lixo, geralmente composto em sua maioria por caroços de açaí, se decompõe com o tempo, exalando o mau cheiro do qual os moradores reclamavam, além de fazer a estrutura ceder. Francielly foi além na pesquisa e buscou uma alternativa para o problema, criando uma mistura de argila com caroços de açaí carbonizados que poderia ajudar a compor as fundações sem os problemas subsequentes.

A jovem viajou para São Paulo para participar da Febrace, a Feira de Ciências e Tecnologia, na qual recebeu dez prêmios e recebeu o convite para ir até Boston, conhecer o MIT e Harvard.

Como não tem o dinheiro necessário para bancar os gastos, Francielly criou uma Vakinha. O objetivo é levantar o valor necessário para que ela e a professora Daniele viajem até São Paulo para tirar os vistos e irem até os EUA, além de cobrir custos para participar de outros encontros científicos, em Recife (PE), Porto Velho (RO) e Novo Hamburgo (RS).

A campanha de financiamento coletivo já arrecadou quase 8 mil reais, mas esse valor representa apenas cerca de 50% do necessário para que Francielly, aluna de escola pública de Moju, mostre ao mundo a grande cientista que está se tornando.

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Imagens: Divulgação/Febrace


Joao Rabay
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