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Arquiteto denunciou risco de incêndio no Museu Nacional ao MP 37 dias antes da tragédia

por: Redação Hypeness

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As pessoas que frequentavam o Museu Nacional sabiam que era apenas questão de tempo para alguma tragédia acontecer. Não deu outra, no último domingo (2), o prédio bicentenário foi vítima de um incêndio devastador e que destruiu quase 100% de seu acervo.

Porém, segundo reportagem do G1, um arquiteto que preferiu manter o nome em sigilo, disse ter feito uma denuncia ao Ministério Público (MPF) do Rio de Janeiro sobre os riscos de incêndio no Museu Nacional.

O alerta foi emitido em 27 de julho deste ano, em caráter de urgência, pedindo uma vistoria “principalmente no terceiro andar, para que se dê ciência à sociedade carioca e brasileira sobre a real dimensão do risco que corre seu patrimônio”, ressaltou no documento.

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Estima-se que apenas 10% do acervo poderá ser salvo

Infelizmente, como se sabe, os pedidos foram ignorados e o acervo de 20 milhões de objetos transformado em cinzas. Ainda pairam dúvidas, pois o procurador da República, Antonio Augusto Soares Canedo Neto, disse ter pedido explicações à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela gestão do espaço. Até o momento, a UFRJ não se manifestou sobre a demora em responder ao MPF.

Com 200 anos de história, o Museu Nacional era um dos centros de de pesquisa e ciência mais importantes das América. Fundado em 1818 por Dom João IV, estava instalado na Quinta da Boa Vista, em um palácio que serviu de morada para a família real brasileira.

O documento enviado ao MPF critica a gestão da UFRJ

Há décadas cambaleava para se manter funcionando. Desde 2013, a crise se intensificou e o Museu Nacional sofreu cortes importantes no orçamento. Houve uma queda de repasse do governo federal de cerca de R$ 500 mil para pouco mais de R$ 50 mil.

Foram anexadas também fotografias denunciando as condições degradantes

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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