Tecnologia

Este app brasileiro de paquera teve uma sacada genial para criar conexões de verdade

por: Vitor Paiva

Em um passado que parece longínquo mas que na verdade foi ontem, para flertar era preciso contar com a sorte, estar no mesmo lugar que a outra pessoa, tomar coragem para trocar olhares e acenos e eventualmente puxar assunto – para, só aí, quem sabe, o interesse se comprovar mútuo e assim acontecer a conexão. Se por um lado essa forma de paquera pode hoje parecer arcaica, difícil e ineficaz, por outro, há quem diga que os encontros assim eram mais sólidos, potentes e reais. Uma série de fotos e frases de efeito, afinal, não dizem de fato muita coisa sobre alguém – e foi pra responder a esses dilemas que o app brasileiro Poppin foi criado.

Por mais funcionais que os já tradicionais aplicativos de paquera sejam, e ainda que se ofereçam como excelentes antídotos para a timidez e outras barreiras que envolvem a arte de flertar, estimativas comprovam que somente 0,5% dos conectados superam o chat e se transformam em encontros de fato – na vida real. Criado por Guilherme Ebisui e Filipe Santos, o Poppin é o primeiro app a oferecer uma solução para isso como princípio: para se conectar com alguém, é preciso que antes os dois já tenham confirmado presença em um mesmo evento no Facebook.

Filipe e Guilherme, criadores do app

Depois de criar seu perfil no app, portanto, o Poppin oferece primeiramente os eventos em sua cidade. Após confirmar os que interessam ao usuário, ele pode percorrer outros perfis que também tenham marcado presença no evento, e der like nas pessoas que interessarem: se alguém der de volta um like, a conexão acontece, e as duas pessoas podem conversar. A grande diferença, no entanto, é que uma das grandes dificuldades desse tipo de flerte já está superada: o primeiro encontro. Esse é basicamente o diferencial do Poppin: trata-se de um app que tira a pressão do primeiro encontro, que já está marcado, no justo evento que ambos confirmaram presença. Daí em diante, tudo é mais fácil, e basta se encontrar e paquerar.


A preocupação de Guilherme e Filipe ao desenvolverem o app era de fato incluir o off-line na experiência do Poppin, e com isso não só resolver o dilema do encontro físico, mas também já filtrar pelo gosto pessoal e os programas preferenciais dos matches em potencial – se os dois já vão ao mesmo evento, afinal, trata-se de um traço comum mais sólido e interessante do que somente a impressão sobre algumas fotos.

Reúne-se, assim, o melhor do passado e o melhor do presente na hora de paquerar através do app. Não é por acaso que o Poppin já conquistou mais de 400 mil usuários em 02 anos de atividade da startup – disponível para iOS e Android.

Foi essa grande ideia que Guilherme e Filipe levaram para o Shark Tank Brasil, programa em que empreendedores levam suas startups para oferecerem aos tubarões investidores e para, quem sabe, conseguirem o investimento que pode mudar e moldar o futuro de suas empresas. O Poppin chegou diante dos investidores com um valor elevado, mas a boa ideia levou João Appolinário e Camila Farani a se interessarem em investir na empresa. Assim começou uma das maiores disputas entre propostas, contrapropostas, novas propostas e mais contrapropostas da história do programa.

Trata-se, afinal, de um jogo duro, até que empreendedores e tubarões estejam todos satisfeitos com o negócio a se fechar. E assim se sucedeu, depois de mudarem todos os valores e porcentagens iniciais, uma sociedade promissora – que você pode assistir no Shark Tank Brasil, programa exibido no Canal Sony às sextas-feiras, às 22hs, com reprise aos domingos, às 23hs.

Para inovar e empreender, é preciso ter coragem, ousadia e acreditar na sua própria essência e potencial. Por isso, o Hypeness uniu forças com o programa Shark Tank Brasil, do Canal Sony, para contar histórias e dar dicas inspiradoras de quem conseguiu usar experiência de vida, muito trabalho e criatividade para ter sucesso com um negócio próprio. Para tentar convencer os investidores, que no programa procuram negócios originais e inovadores, os empreendedores precisam se superar e, fora dos estúdios, a realidade não é diferente. Acompanhe estas histórias e inspire-se!

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© fotos: divulgação/reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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