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Incêndios invisíveis: Museu Nacional não foi único monumento que queimou esta semana

por: Redação Hypeness

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O Museu Nacional teve seu patrimônio de 20 milhões de itens destruído por um incêndio de seis horas. Fruto da negligência, o desastre repercutiu na imprensa internacional e resultou em uma comoção internacional.

O acontecimento foi tema de pronunciamento do presidente português  e de autoridades egípcias, que criticaram a falta de cuidado das autoridades brasileiras. Lembrando que o Museu Nacional, fundado por Dom João IV em 1818, mantinha o maior patrimônio de arte do Egito de toda América Latina.  

As chamas não consumiram apenas um dos museus mais antigos do Brasil. As cidades de Salvador e Cidelândia, também foram vítimas do fogo. No Maranhão, o Farol do Saber Cícero Marcelino foi destruído.

O casarão da Baixa dos Sapateiros é tombado pelo patrimônio histórico

O Corpo de Bombeiros local afirma que a biblioteca pública estava inativa e era ocupada por usuários de drogas, suspeitos de causar o incêndio. O fogo foi percebido por moradores por volta de três da madrugada do domingo (2) e não conseguiu ser contido pelos bombeiros.

A Secretaria de Estado de Educação justificou o fechamento do espaço, dizendo que o local estava aguardando uma reforma geral, prevista para acontecer após a conclusão das obras do Centro de Ensino Isaura Amorim, prevista para o fim de setembro.

Em Salvador, a tragédia foi maior. Alguns casarões, tombados pelo patrimônio histórico, tiveram suas estruturas comprometidas após o início de incêndio dentro de uma serralheria. Como se não bastasse, o desastre ocorrido na Baixa dos Sapateiros fez uma vítima. José Hunaldo Moura de Carvalho, de 85 anos e dono do estabelecimento, foi encontrado debaixo dos escombros pelo Corpo de Bombeiros.

O Farol do Saber fica a 640 km de São Luís

Moradores do Centro Histórico dizem que as chamas começaram por volta da 21h40 de segunda-feira (3). A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) afirma ter enviado 40 militares ao local da ocorrência.

Assim como outras cidades brasileiras, Salvador vive um drama em função do descaso com o patrimônio histórico. Dona de uma arquitetura fundamental para a história do país, a capital luta para manter em pé edifícios icônicos e tombados como patrimônio da humanidade.

Um dos cenários mais preocupantes envolve o Arquivo Público da Bahia (Apeb), que desde 2014 passa por restauração emergencial. O Arquivo Público é o segundo mais importante centro arquivístico público do país e vive situação precária. A estrutura do prédio, erguido pelos jesuítas no século XVI, está comprometida por goteiras e infiltrações.  

 

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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