Inovação

Não está fácil para ninguém… Golfinhos usam toxina do baiacu para ficarem doidões

09 • 09 • 2018 às 20:41 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Há mais em comum entre o ser humano e o golfinho do que costumamos imaginar. Assim como nós, os golfinhos são animais comunitários, com sistemas complexos de comunicação, que gostam de se divertir e brincar, criam laços afetivos entre animais singularmente, fazem sexo por prazer e possuem inteligência realmente elevada e complexa. Ainda que essa última característica seja um tanto questionável nos seres humanos, há um outro elemento em comum entre nós e esse simpático grupo de mamíferos aquáticos: tal qual o ser humano, os golfinhos gostam de expandir e experimentar com sua própria consciência. Em suma, os golfinhos gostam de ficar doidões.

Golfinhos “brincando” com um baiacu na boca

E da mesma forma que há milhares de anos o ser humano descobre drogas e elementos químicos que alterem sua consciência, os golfinhos se viram com o que têm para conseguirem uma onda boa – e cientistas da Universidade de Murdoch, na Austrália, concluíram que golfinhos da costa do país utilizam uma toxina presente no corpo do baiacu para sentirem um efeito narcótico em seus corpos.

Trata-se da tetrodotoxina, uma neurotoxina presente em quase todo o corpo do peixe, e que se ingerida em grande quantidade pode até ser fatal.

Os cientistas perceberam diversos golfinhos nadando com baiacus na boca, mastigando o peixe e – tal qual fazemos, por exemplo, com um baseado – “passando” os baiacus para outros golfinhos, a fim de que todos possam desfrutar dos “efeitos” da droga.

Golfinhos acima dividindo um baiacu

Não se sabe com certeza se a tetrodotoxina provoca alterações profundas da consciência dos golfinhos, ou somente um efeito de dormência em seu corpo – mas o fato é que eles parecem estar se divertindo.

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© fotos: reprodução/divulgação


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