Debate

Seis meses depois, telão circula pelo Rio perguntando: Quem matou Marielle e Anderson?

por: Redação Hypeness

Quem Matou Marielle Franco e Anderson Gomes? A pergunta ecoa incessantemente na cabeça das pessoas e familiares da quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro há mais de seis meses.

Desde que a parlamentar foi assassinada – vítima de uma emboscada no centro do Rio de Janeiro, pouco ou nada se sabe sobre os caminhos traçados pela equipe responsável em solucionar este crime político.

Visando aumentar a pressão e não deixar o caso de ataque aos direitos humanos passar ao largo, a Anistia Internacional e a família de Marielle instalaram um telão de cinco metros de altura em cima de um caminhão com a pergunta que não quer calar: quem matou Marielle?

Quem mandou matar Marielle Franco?

O veículo percorre diferentes pontos do Rio de Janeiro, entre eles o Ministério Público (MP) e a Secretaria de Segurança Pública e do Comando Militar do Leste.

“Um assassinato que ganhou repercussão internacional, de uma defensora dos direitos humanos tão conhecida, a quinta vereadora mais votada da segunda maior cidade do País, não ter sido solucionado é o atestado da ineficiência e incapacidade do sistema de justiça criminal brasileiro. O assassinato não foi só da Marielle, ela atuava institucionalmente”, declarou o órgão de defesa dos direitos humanos.

Até aqui as investigações foram mantidas em sigilo, o que para os familiares e a própria Anistia Internacional, pode significar ausência de movimento por parte do poder público. Entre os possíveis impeditivos para o avanço do caso, está o provável envolvimento de milicianos e parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O assassinato de Marielle Franco atenta contra os direitos humanos

Em agosto passado, veículos como o jornal espanhol El País, noticiaram a possível participação de políticos do Rio na morte da vereadora do PSOL. Entre os nomes citados estava o do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani – preso ano passado acusado pela Operação Lava Jato de receber propina de empresários de ônibus.

Os investigadores suspeitam que a atuação de Marielle Franco, cobrando a prisão dos envolvidos na Operação Cadeia Velha, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2017 e que analisava supostos atos ilícitos cometidos por Picciani, tenha sido um dos motivadores.

A participação de milicianos é políticos é uma das linhas de investigação

Com isso, o movimento liderado por Marcelo Freixo e com auxílio de Marielle, teria sido jurado pelos políticos do MDB fluminense. “Eu já vinha denunciando ações do grupo do MDB há muito tempo. Eu nunca ganhei na Justiça uma ação contra esse grupo. Desta vez, eu ganhei. Desta vez, eles foram impedidos de assumir o Tribunal de Contas”, declarou Freixo à TV Globo.

Marielle Franco trabalhou durante 10 anos com Marcelo Freixo e se destacou pela participação na CPI das Milícias, que causou ira dos membros do crime organizado. Para o Ministério Público, existe sim a possibilidade do crime ser uma tentativa de intimidar Marcelo Freixo, que ao contrário de Marielle, andava com seguranças.

A vereadora foi assassinada a tiros no bairro de Estácio, região central do Rio de Janeiro. Marielle Franco estava no carro junto com a assessora e o motorista Anderson Gomes, também atingido pelos mais de 10 disparos. O caso gerou repercussão internacional e se coloca como um dos crimes políticos mais emblemáticos do Brasil.

 

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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