Seleção Hypeness

5 minas do rap nacional e 5 rappers gringas para você dar o play no Spotify

por: Vinícius Lima

Seja feito por homem ou feito por mulher, rap é rap. Por ser majoritariamente feito por homens, quando uma mulher faz rap fica conhecida por fazer “rap feminino”, mas isso não existe. As minas também rimam e podem rimar sobre tudo, não só sobre “ser mulher”. Mesmo com inúmeras tentativas de invisibilidade, as mulheres sempre estiveram presentes na cena do rap e do hip hop no geral, nas B’ Girls, grafiteiras e DJ’s.

No Brasil e no mundo, cada vez mais as MC’s têm ganhado mais espaço e suas histórias cantadas tem chegado em muito mais ouvidos, devido ao movimento feminista, ao movimento feminista negro e também às redes sociais e as plataformas de streaming que facilitaram o acesso e a divulgação de todo conteúdo e toda arte, criando novas alternativas ou até mesmo derrubando as grandes gravadoras e o antigo mercado musical que sempre foram muito fechados ao Rap, ainda mais às mulheres do Rap.

Dina Di, Nega Gizza, Lady Chris, Cris SNJ, Negra Li, Lauryn Hill, Missy Elliott e Queen Latifah são mulheres que fizeram rap em meio a esse cenário que foi citado acima. Algumas ainda fazem e abriram as portas, além de servirem de inspiração para a nova geração de MC’s mulheres que existe hoje.

Apesar de ter melhorado, a cena ainda é dominada por homens e ainda existe muita mina talentosa com uma arte muito boa que não é vista. Por isso, o Hypeness traz uma seleção de 10 rappers mulheres que você talvez não conheça, mas deveria conhecer:

As minas do rap gringo para tocar no seu radinho

 1. Noname

Com seu primeiro álbum, o Room 25, lançado nesse ano e uma voz maravilhosa, Noname é nossa primeira da lista. Nascida no Alabama onde foi muito influenciada pelo gospel e pelo neo soul, Fatimah Nyeema Warner, hoje com 26 anos, ficou conhecida por causa depois dos Slams de Poesia de Chicago em 2010 e ganhou um reconhecimento maior após ter participado da Acid Rap em 2013, mixtape de Chance The Rapper que teve repercussão no mundo todo.

Além de Room 25, Noname tem uma mixtape chamada Telefone que segundo a Rolling Stone dos Estados Unidos em 2016 foi “uma das mais provocantes obras do Hip Hop”. Essa mixtape a levou para programas como o NPR Tiny Desk, um canal de Youtube onde já se apresentaram Adele, Erykah Badu e Tyler the Creator e sua apresentação tem mais de 2 milhões de views.

2. Tank and the Bangas

Num open mic num lounge de um café em Nova Orleans em 2011, foi nesse cenário que os integrantes do grupo Tank And The Bangas. O grupo de rap, funk, soul é liderado pela vocalista negra e talentosíssima Tarriona “Tank” Ball que também foi revelada nos slams de poesia e já participou do NPR, inclusive ela foi vencedora do prêmio Tiny Desk, o prêmio do canal. O grupo tem apenas dois álbuns, mas tem uma agenda repleta de shows pelo mundo inteiro. Estamos no aguardo de uma visitinha no Brasil!

Nos Estados Unidos, Tank tem conseguido muitos fans, inclusive a cantora e compositora Norah Jones que surpreendeu a banda com uma participação num show deles em que ela foi apenas assistir. Além disso, Tarriona não era qualquer poetisa nos slams, ela era muito premiada e reconhecida. Ela já mostrava seu talento nas performances artísticas antes do Tank and the Bangas.

3. Rapsody


Se você já assistiu à serie
Rapture no Netflix, com certeza você já ouviu falar sobre a Rapsody, a única rapper mulher que tem um episódio nessa serie que mostra perfis de vários MC’s como NAS, T.I. e Logic.

Marianna Evans é conhecida por suas letras que costumam ser muito filosóficas e poéticas, assim como você pode conferir nos seus dois álbuns: o The Idea of Beautiful (2012) e o Laila Wisdom (2017).

Quer saber mais? Escute seus discos, assista ao Rapture ou escute os feats em que ela participa porque olha, tem muitos e um mais pesado que o outro, como a música com Kendrick Lamar ou a com o Childsh Gambino.

4. The Internet (e a Syd)


Você já ouviu falar na ODD Future? ODD Future é a banca do Tyler The Creator, do Frank Ocean, do Earl Sweatshirt, mas também de uma mina com uma voz muito potente, a Syd The Kid. Syd é vocalista e produtora do grupo The Internet.

Mais pro R&B, Syd é nossa quarta gringa do rap, pois também acelera suas rimas em diversas vezes e seu coletivo é composto por vários rappers, logo, por que não falar que ela também é uma?

Se você não conhece The Internet, trate de ouvir porque eles acabaram de lançar um novo álbum, o Hive Mind, depois do muito aclamado Ego Death que fez sucesso no mundo inteiro.

Syd também tem trampos solos que está disponível nas plataformas digitais.

5. SZA


Para fechar a lista das gringas do rap, vamos mostrar uma que talvez você já conheça, pois seu álbum “
ctrl” fez sucesso no mundo inteiro e ela participou ativamente da trilha do filme Pantera Negra. Já ouviu falar na SZA?

Crtl, o seu trabalho mais conhecido chegou a concorrer o grammy como melhor álbum urbano e seus singles “The Weekend” e “Love Galore” tem reconhecimentos que hoje seriam como os “discos de platina” da época do streaming.

As minas do rap brasileiro que você deixou passar

1. Stefanie


Vamos começar pelas pioneiras? Talvez você não conheça o grupo “
Simples” formado por Kamau, Rick e Stefanie, grupo que foi um dos primeiros coletivos de rap que Stefanie participou, mas certamente você conhece o Rimas e Melodias, grupo onde Stefanie é uma das integrantes atualmente, além de ter sua carreira solo onde lançou seu primeiro single recentemente, Mulher MC, mandando versos pesadíssimos e cada ano que passa, mais experiente e sendo referência para várias outras minas como a própria Drik Barbosa.

2. Gabi Nyarai


Revelada nas batalhas de rap de SP, Gabi tem letras muito questionadoras e fortes, lembrando bastante um rap dos anos 90, como “
Cadê o Ministro” e “Valores Invertidos” que são letras que exigem bastante atenção e reflexão sobre cada linha.

3. Preta Rara


Rapper, arte educadora e ex-domestica, Joyce, mais conhecida como Preta Rara é a terceira mina do rap nacional da nossa lista que você deveria ouvir! Ela é uma artista completa e sabe se expressar pela poesia falada, pelo rap, por vários tipos de arte,
assim como pode ver no TEDx em que ela participou. Tudo se torna um meio, para ela, de fazer arte e contestar o machismo, a homofobia, o racismo e a gordofobia.

4. Kmila CDD


Muitos conhecem o MV Bill, mas poucos conhecem a sua irmã, a Kmila CDD (Cidade De Deus). Ela sempre esteve com ele em várias participações e em vários shows, mas no ano passado apenas que ela lançou o seu primeiro álbum,
Preta Cabulosa. Kmila também tem seu perfil na Pineaple e vem chegando cada vez mais presente na cena do rap nacional.

5. Clara Lima


Se você digitar “Clara Lima” no Google irá aparecer “Atriz de cinema”. Isso é porque além de ter um trampo muito bom no rap, ela também atuou no curta
“NADA” que foi exibido em vários festivais, inclusive em Cannes. No rap, Clara começou nas batalhas e ainda não tem nenhum álbum, apesar de ter EP’s como o “Transgressão” e estar participando da CEIA.Ent,, selo independente de Doncesão. Vale a pena conhecer o trampo da Clara Lima, tanto no rap, quanto nos cinemas!

Gostou das nossas dicas? Que tal acompanhar uma playlist com essas 10 minas fodas e mais algumas, também? Clique aqui e ouça a playlist no Spotify:

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Vinícius Lima
Gosta muito de São Paulo e das histórias das pessoas que vivem nessa cidade. Por isso, criou o "SP Invisível". Histórias mudam nosso coração e nossas ideias, assim como faz com ele todos os dias. Sempre mudando.

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