Ciência

Cães são capazes de contar o tempo. E isso pode ajudar a combater o Alzheimer

por: Vitor Paiva

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Uma descoberta recente comprovou que cães e outros animais também são capazes de perceber e sentir a passagem do tempo. O descobrimento apontou células cerebrais que se ligam feito relógios nos animais quando seus tutores humanos demoram demais, por exemplo, para lhes alimentar, e que permitem que o animal percebe quanto tempo passou, oferece nova esperança para o combate ao mal de Alzheimer, doença que justamente altera funções cerebrais como a memória e o senso de navegação.

Os pesquisadores responsáveis pela descoberta acreditam que a memória e a navegação estão ligados diretamente ao senso de passagem de tempo. Com isso, a análise de tais células cerebrais pode trazer novas conclusões a respeito do funcionamento – e, com isso, de como combater ou curar – do Alzheimer e outros males semelhantes.

Um outro experimento foi feito utilizando ratos e realidade virtual: primeiramente, o animal foi treinado a descer um corredor em direção a uma porta, que demorava seis segundos para se abrir. Através da realidade virtual, a porta foi tornada invisível – e, ainda assim, o ratinho aguardava os exatos seis segundos para só então atravessa-la. Outras “dicas”, como sons, também foram retiradas através da RV, e portanto o rato contava literalmente somente com sua noção de tempo – e, nessa hora, as tais células se iluminaram.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Neuroscience.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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