Debate

Deputada eleita pelo PSL cria canal para fiscalizar conduta de professores

por: Redação Hypeness

Nem bem foram processados os resultados das eleições de 2018 e aliados do agora presidente eleito Jair Bolsonaro estão apresentando propostas no mínimo controversas. A deputada estadual eleita, Ana Caroline Campagnolo (PSL) criou um canal informal de denúncias na internet para fiscalizar professores em sala de aula.

Segundo a parlamentar, a ideia é que informações sobre a conduta adotada pelos educadores dentro das salas de aula sejam repassadas para seu número de celular. As instruções pedem a divulgação do nome do docente, da escola e da cidade. “Garantimos o anonimato dos denunciantes”, disse em post nas redes sociais.

O jornal Estado de São Paulo diz que a Ana Campagnolo, que é historiadora, processou a professora Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e sua ex-orientadora no mestrado. A ação se baseou em uma suposta “perseguição ideológica”.

A postura da parlamentar preocupa por uma possível patrulha dentro das universidades

A postura adotada pela deputada federal do (PSL) vai de encontro com propostas defendida pelo movimento Escola sem Partido. O projeto surgiu em 2004, a partir das ideias do advogado Miguel Nagib,  mas ganhou força nos últimos anos com a intensificação de pautas conservadoras.

Muitas propostas foram questionadas pelo Ministério Público Federal e  Advocacia-Geral da União, entretanto ainda possuem grande alcance nas redes sociais e entre representantes políticos eleitos, entre eles o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Chamando os professores de “doutrinadores inconformados e revoltados”, Ana Caroline diz que muitos deles “farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológicas”, encerrou.  

A postura chega após o fim de uma semana tensa para professores e alunos universitários. Durante a quinta-feira (25), instituições de ensino foram alvo de operações da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral. Faixas em defesa da democracia, da liberdade de expressão, a favor de Marielle Franco e contra o fascismo, foram confiscadas.

Reitores e professores se disseram vítimas de censura. As operações provocaram ainda manifestações de membros do Supremo Tribunal Federal.

“O Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição Federal, sempre defendeu a autonomia e a independência das universidades brasileiras, bem como o livre exercício do pensar, da expressão e da manifestação pacífica”, se manifestou o presidente Dias Toffoli.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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