Debate

Em véspera de pesquisa, Bolsonaro tenta apagar histórico homofóbico com vídeo pró-gays

por: Redação Hypeness

Desde a intensificação de nomes contrários ao candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro está apresentando aos eleitores uma versão ‘paz e amor’.

A faceta conciliadora do político do Rio de Janeiro consiste em acenos aos negros, mulheres e até mesmo aos membros de grupos LGBTQ. O capitão reformado do exército aparece ao lado do maquiador Lili Ferraz, supostamente mostrando não ter nada contra gays, lésbicas e trans.

Duas coisas chamam a atenção, a primeira é que o conteúdo divulgado nas redes socais do candidato foi compartilhado na véspera da apresentação da pesquisa IBOPE com as intenções de voto para o segundo turno da corrida presidencial.

O vídeo de Bolsonaro é considerado oportunista

Tem mais, além de acusar Fernando Haddad (PT) de tentar instaurar nas escolas do país um ‘kit gay’, Bolsonaro é reconhecido por discursos homofóbicos. O político desconsidera medidas que contemplem a comunidade LGBTQ em seu plano de governo e embora agora negue, proferiu frases carregadas de preconceito.

Em 2013, demonstrou todo seus desprezo dizendo estar pouco se “lixando” para as pessoas que apontam que ele é “contra homossexuais”.

[Antigamente] não existia essa quantidade enorme de homossexuais como temos hoje em dia. E eles não querem igualdade, eles querem privilégios. Eles querem é nos prender porque nós olhamos torto pra eles, nos prender porque nós não levantamos de uma mesa pra tirar nossos filhos ‘menor’ de idade de ver dois homens ou duas mulheres se beijando na nossa frente, como se no restaurante fosse um local pra fazer isso. Eles querem é privilégios! Eles querem é se impor como uma classe à parte. E eu tenho imunidade pra falar que sou homofóbico, sim, com muito orgulho se é pra defender as crianças nas escolas”, encerrou.

Ao extinto programa CQC, da Bandeirantes, Bolsonaro declarou em 2015 que nunca pensou em ter um filho gay porque seus filhos tiveram uma “boa educação”, com um pai presente. “Então, não corro esse risco”.

Por causa destas falas claramente discriminatórias, o aceno de Bolsonaro está sendo visto como uma tentativa de se distanciar da imagem de extremista e garantir votos suficientes para se eleger presidentes. Mesmo assim, o político é apontado por jornais no mundo inteiro como uma ameaça ao sistema democrático brasileiro e claro aos grupos tradicionalmente vítimas de violência, caso da comunidade LGBTQ.

O Brasil é um dos países que mais matam gays, lésbicas e trans. Os crimes, eu sua maioria, ocorrem pela incapacidade de aceitar a diversidade e respeitar a orientação sexual do próximo. Por isso, falas como a de Bolsonaro, que coloca uma suposta defesa da família como motivo para expressar ódio, são temerárias.  

Insuflados por falas incitadoras do ódio proferidas pelo líder das pesquisas, grupos como torcidas organizadas estão entoando gritos ameaçadores contra gays, lésbicas e pessoas trans.

Caso de membros da Mancha Verde do Palmeiras, que no metrô de São Paulo, incentivaram crimes homofóbicos da seguinte forma: “ô bicharada, toma cuidado, o Bolsonaro vai mandar matar viado”.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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