Inspiração

Ex-interno da Fundação Casa é premiado em feira de ciências com projeto ecológico

por: Vitor Paiva

A história do jovem Jonathan Felipe da Silva Santos, de 18 anos, é a perfeita ilustração não só de como a educação pode transformar a vida das pessoas (e, com isso, melhorar a realidade em nossa volta) como de que investir na instrução de detentos traz benefícios não só para o preso, mas para toda a sociedade. Jonathan acaba de ganhar o título de revelação na Feira de Ciências da Educação de São Paulo, com o projeto de um composto capaz de, através dos resíduos de giz, corrigir a acidez do solo. O diferencial é que o projeto foi todo desenvolvido nas aulas que o jovem teve enquanto era um interno da Fundação Casa.

Jonathan foi preso por ter comprado uma moto que não sabia que era furtada, e tentado revender suas peças. Ele ficou na Fundação por sete meses, onde elaborou o projeto com a ajuda de professores e orientadores. A ideia surgiu nas aulas de química, quando descobriu que a acidez do solo prejudicava a agricultura. Ele então desenvolveu um composto que neutraliza essa acidez utilizando resíduos de giz escolar.

Atualmente Jonathan está no segundo ano do ensino médio em uma escola na cidade de Araçatuba, e seu sonho é concluir os estudos para cursar medicina veterinária. “Um pedaço de giz mudou minha vida e quero me dedicar para buscar meu objetivo agora”, ele disse. Tornar-se veterinário e conseguir um emprego para ajudar sua mãe é seu sonho – e sua inteligência e a ajuda de quem não desistiu dele foram e seguirão sendo seus combustíveis.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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