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Giselle Itié diz que feminismo ajudou na superação de estupro sofrido aos 17 anos

por: Redação Hypeness

Giselle Itié fez relato emocionante sobre o abuso sexual sofrido aos 17 anos. Hoje com 37, a atriz conta que o feminismo foi fundamental para livrá-la de um ciclo de dor.

A atriz nasceu na Cidade do México, mas mudou para o Brasil aos quatro anos de idade por causa da grande incidência de terremotos. Filha de mãe brasileira e pai mexicano, ela foi criada em uma família conservadora e em que todas as mulheres eram orientadas a casar virgem.

“Para você ter uma noção, todas as minhas primas casaram até os 21 anos. Fizeram as melhores faculdades, foram para Paris, para não sei onde, e guardaram o diploma no criado-mudo”, conta em entrevista à revista Marie Claire.

O estupro foi realizado por alguém que ela considerava o ‘homem dos sonhos’

Itié recorda que o trauma aconteceu no final da adolescência, quando conheceu em Ilha Bela, no litoral paulista, o que parecia o homem de seus sonhos. Depois de um ano de relacionamento, ela foi convidada para viajar com o rapaz e sua família para o interior de São Paulo.

“Estava conversando com minha mãe, meu pai por perto, e ele começou a me olhar. Olhei de volta, ele se aproximou, perguntou meu nome, falou com a minha mãe, sabe aquela coisa bem pavão? Hoje, vejo como era machista.”

A mãe proibiu a filha de beber e dormir no mesmo quarto que ele. Ela cumpriu. Certo dia, Giselle Itié foi convidada pelo namorado para uma boate. A mãe autorizou, ela foi e só bebeu suco de laranja.

No dia seguinte, acordou na cama com ele do lado. Nua, cercada por garrafas de cerveja e com sangue no lençol. Giselle Itié foi vítima do ‘Boa Noite Cinderela’.

“Ele estava no meu quarto, e eu estava nua. Quando olhei para o lado, vi várias garrafas de cerveja. O lençol estava vermelho e não conseguia entender o que havia acontecido. Eu tinha parado no suco de laranja! Fui até o banheiro e me olhei: estava machucada, mordida, roxa. Parei no tempo”.

O estupro inaugurou um tempo difícil para Giselle. A atriz desenvolveu bulimia, tiques nervosos e engatou uma série de relacionamentos abusivos. Depois de encontrar ajuda no movimento feminista, conseguiu seguir em frente e com as feridas cicatrizadas.

 

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Foto: Reprodução/Instagram


Redação Hypeness
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