Arte

Ilustrador cria universo distópico e prevê como seria um ‘apocalipse robô’

22 • 10 • 2018 às 10:02 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Para muito além da ameaça bíblica de fim de mundo, o apocalipse se multiplicou e pode hoje ter muitas caras – do zumbi ao ambiental, passando pelo mais real e ameaçador de todos, que é o apocalipse político do ódio e da intolerância. Um dos mais clássicos mundos distópicos anunciados pela ficção, porém, é o apocalipse robô – e é inspirado nessas histórias que o artista sueco Simon Stalenhag desenvolve suas pinturas digitais.

Tendo crescido nos arredores da capital Estocolmo, Simon costumava pintar com guache os bucólicos cenários naturais com os quais estava acostumado em seu país. Foi quando conheceu os filmes Star Wars, Alien e Blade Runner que, em tais cenários, começou a aparecer a ameaça robô – e sua arte se transformou, e ele abandonou as tintas reais para passar a usar tintas digitais. Pintando com precisão quase fotográfica, Simon imagina como seria o mundo dominado por robôs, no qual os humanos estariam escravizados e lobotomizados.

Hoje o tema tomou conta da arte do sueco, que já lançou três livros (um deles, The Electric State, teve os direitos comprados por Hollywood), dois discos de música eletrônica e um jogo de RPG, também localizado em um cenário robótico-apocalíptico, passado na década de 1980. Diferentemente das previsões de suas obras, o futuro parece promissor para Simon.

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©artes: Simon Stalenhag


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