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Legalização da Maconha no Canadá começa a valer nesta quarta

por: Redação Hypeness

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A partir de quarta-feira (17), o uso recreativo da maconha entra em vigor no Canadá. A liberação foi instaurada para combater a venda no mercado alternativo e promover a conscientização das pessoas.

Apesar de se preocuparem com o consumo da erva por adolescentes e motoristas, funcionários da saúde pública e policiais acreditam que o melhor caminho para a prevenção é a descriminalização.

Mesmo assim, a polícia está preparada para o aumento da incidência de motoristas dirigindo sob o efeito da maconha e diz não estar pronta para apresentar novas denúncias criminais, que exigem a coleta de amostras de sangue duas horas após a detenção para detectar a presença de níveis acima do limite de THC, agente psicoativo da cannabis.

Canadá e Uruguai são os únicos a permitir o consumo recreativo da erva

Por isso, o governo de Justin Trudeau emitiu uma mensagem para 14 milhões de famílias, alertando sobre aspectos básicos e advertências sanitárias. A administração ressaltou, sobretudo, a importância de manter a maconha longe crianças e animais de estimação.

A organização Mothers Against Drunk Driving, o Uber a produtora de maconha Tweed, também estão imbuídos em uma campanha contra a direção sob os efeitos de cannabis.

Contra, mas nem tanto

A legalização do consumo de maconha atende apelos do sistema de saúde, entretanto Antonio Vigano – especialista em maconha medicinal e diretor de pesquisas na clínica de cannabis Sante, alerta que cidades como Montreal possuem um consumo maior entre os jovens.

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“Como médico e como pai, não estou de acordo com a legalização da cannabis recreativa”.

Por outro lado, Gillian Connelly, membro da Agência de Saúde Pública de Ottawa reconhece preocupação com a saúde, mas salienta que “a legalização está criando uma oportunidade para se discutir o consumo de cannabis e, por exemplo, que os pais comecem uma conversa com seus filhos a respeito. Durante décadas, só dissemos não consumam, mas isto não funcionou”, disse à AFP.

Um ex-traficante foi o primeiro a vender maconha legalmente

Atualmente, os canadenses estão entre os maiores usuários per capita de cannabis. São cerca de 4,6 milhões ou um em cada oito consumidores de maconha. Cerca de 18% da juventude de Ottawa é adepta da erva.

Porém, o primeiro-ministro do Canadá espera que a legalização acerte em cheio o tráfico de drogas.

“A cannabis não é boa para a saúde, mas a proibição é extremamente nociva e pior que a cannabis”, afirma Jean-Sebastien Fallu, especialista em dependência da Universidade de Montreal.

Desde o anúncio, mais de 100 cafés especializados em maconha foram abertos no país. Tom Clarke, antes um traficante drogas, foi um dos primeiros a realizar a estrear no mercado legal de maconha canadense. “Estou realizando um sonho. Minha versão adolescente deve estar amando o que está acontecendo com minha vida nesse momento”.

A liberação da maconha coloca o Canadá ao lado do Uruguai como os únicos países que permitem o consumo recreativo da erva.

A África do Sul também legalizou a cannabis. A medida foi aprovada por unanimidade pela Corte Constitucional do país e agora cabe ao parlamento elaborar uma nova lei em até dois anos.

A posição foi considerada uma importante vitória, pois em tempos atrás, uma pessoa pega com posse de maconha poderia passar até 25 anos presa. Vale dizer que o racismo exercia seu papel, já que a maioria dos detidos eram homens negros e adeptos do rastafarianismo.

No Brasil, apenas no Rio Grande do Norte, 78% das mortes estão ligadas ao tráfico de drogas. A Secretaria de Segurança Pública potiguar aponta a maioria das 2 mil mortes possui conexão com este tipo de prática.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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