Arte

Na Boca do Povo: samba da Portela desconstrói preconceito e intolerância com arte

por: Redação Hypeness

O Carnaval de 2019 promete. Depois da Estação Primeira de Mangueira eleger como samba-enredo uma letra que homenageia Marielle Franco – vereadora assassinada a tiros no centro do Rio de Janeiro, a Portela também se posicionou.

A quadra da histórica escola de samba de Paulinho da Viola, Monarco e Paulo da Portela foi palco de um momento importante na luta pela diversidade. Em meio aos gritos empolgados da comunidade portelense, a escola apresentou Na Boca do Povo, um dos sambas-enredo na disputa pelo Carnaval de 2019.

Apesar de não ter sido escolhido para representar a escola, que vai homenagear Clara Nunes, o samba está na final do concurso Batuque da Boa. A iniciativa é promovida pela Antarctica e pretende valorizar os compositores do gênero mais popular do país.

Arte também é conscientização e política!

“Um homem que gosta de homem que gosta de homem, o que ele é? Boiola! É um homem igual a qualquer homem, deixa de ter preconceito. É um ser humano por isso esclareço, merece apreço. Merece respeito”, diz um trecho.

A letra aproveita para cutucar o machismo e sua insistência em cercear os direitos das mulheres. “Se você não entendeu, eu vou dizer de novo”.

“A mulher que pega todo mundo, o que ela é? Piranha! Se engana na reflexão quem responde a questão logo assim de primeira. A menina que zoa um plantão sem dar satisfação pra ninguém é solteira”.

Historicamente o Carnaval se coloca como um espaço de protesto por meio da arte. Em 2018, a escola de samba Paraíso do Tuiuti deixou todo mundo de boa aberta ao expor as fraturas sociais do Brasil.

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão? Era esse o título do samba-enredo que critica os efeitos da escravidão, que persistem até os dias de hoje. A escola citou ainda a classe política, simbolizada pelo presidente Michel Temer vestido de vampiro. 

“Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela
É sentinela na libertação”

Em 1989, a Unidos do Peruche exaltou as divindades africanas cultuadas no Candomblé. O enredo ressaltou a proteção desses deuses, citando com destaque os nomes de Exu e Iemanjá.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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