Debate

Campanha para atender vítimas de ataques de ódio consegue 90 mil em 24 hrs

por: Redação Hypeness

A confirmação da eleição de Jair Bolsonaro disseminou, sobretudo em defensores dos direitos humanos e da diversidade, um sentimento de apreensão.

Diante de manifestações preconceituosas e autoritárias feitas pelo político ao longo dos anos, ativistas se unem em um ampla frente de resistência, que deve ecoar no Brasil durante os próximos quatro anos.

O lema é trabalho coletivo para combater o retrocesso. Por isso, um grupo de organizações lançou uma campanha de financiamento coletivo para defender os direitos. #NinguémFicaPraTrás é encabeçada pelo Nossas | Chama | Quebrando o Tabu | Instituto Update | Coding Rights | Templo | All Out | DeFEMde – Rede Feminista de Juristas | BANDO​.

Os direitos humanos devem ser preservados

O ódio pode estar mais forte do que nunca, mas não permitiremos que vidas fiquem pra trás. Governantes vêm e vão, e quem permanece é a gente – é hora de ficarmos juntos, ativos e resistentes. Hoje damos o primeiro passo: nos unimos neste financiamento coletivo com o compromisso de fortalecer aqueles que estão mais expostos à violência. diz comunicado disponível na página do órgão.

Os grupos protegidos pelo grande guarda-chuva é formado por setores historicamente perseguidos e reprimidos na sociedade brasileira. Negras, negros, mulheres e a população LGBTQ+ e povos tradicionais estão entre os protegidos.

A campanha pretende arrecadar R$ 250 mil para garantir a cobertura de custos em defesa dos direitos humanos. De todo o valor acumulado, 80% será repassado para as organizações, 5% serão usados para a cobertura de taxas do sistema de pagamento (Pagar.me) e 15% vai formar uma equipe dedicada à campanha dentro do Nossas.

Veja cmo funciona:

> Doações a partir de R$150 vão receber uma recompensa surpresa #mariellepresente!

A- Com uma doação de R$20, você paga uma refeição para um jovem abrigado pela Casinha, que acolhe jovens LGBT em situação de vulnerabilidade ou violência familiar, no Rio de Janeiro.

B- Ao contribuir com R$60, você estará assegurando uma semana de custos dos translados dos voluntários do Coletivo Margarida Alves, que dá apoio jurídico gratuito a coletivos que lutam pelos direitos de comunidades tradicionais, quilombolas, mulheres e da população LGBT em todo o Brasil.

C- Doando R$150, você paga um dia do aluguel da Casa 01, que acolhe pessoas LGBT em situação de risco, expulsas por suas famílias ou vítimas de violência, no centro de São Paulo.

D- Com uma doação de R$350, você paga uma semana de aluguel da AMAC, que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica na Baixada Fluminense.

E-  Com R$1200, você cobre os custos das compras dos mantimentos do Grupo Comunidade Assumindo suas Crianças, em Olinda, por um mês!

F – Caso você queira doar um valor maior, envie um e-mail pra gente clicando aqui 🙂

Moa do Katendê foi vítima da intolerância

Violência e morte nas eleições

A iniciativa vai de encontro com notícias de violência, agressões e até mortes durante o pleito eleitoral de 2018. Em Salvador, o capoeirista Moa do Katendê foi morto a facadas por defender o candidato Fernando Haddad (PT).

Num bar de São Paulo, uma travesti também foi morta a facadas. Uma das testemunhas disse ter ouvido gritos de Bolsonaro’ durante discussão no Largo do Arouche, centro da capital paulista.

O próprio candidato Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante comício em Juiz de Fora, Minas Gerais.

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Foto: foto 1: Fotos Públicas/Divulgação/foto 2: Leandro Couri/Reprodução


Redação Hypeness
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