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Porão do Rock completa 20 anos com estrutura e público amadurecidos

por: Livia Jacome

Quem foi jovem na Brasília dos anos 1990, em algum momento da vida, teve contato com o Porão do Rock. O projeto que estreou 1998, completa 20 anos, com shows dos veteranos Barão Vermelho e Plebe Rude, mas trazendo atrações renovadas como Letrux e Braza. O foco do evento, que aconteceu nos dias 29 e 30 de setembro, sempre foi dar visibilidade para artista brasilienses e bandas da cena independente do Brasil.

Após tantos anos na estrada, o produtor Gustavo Sá afirma que o festival está chegando a sua maioridade (em 2019 serão 21 anos) e isso mostra a maturidade que a produção trouxe para o festival. Durante esses anos, o idealizador percebeu o carinho que o Porão do Rock tem por parte dos brasilienses. “As pessoas têm uma coisa afetiva com o Porão”, explica o criador, “tem muita manifestação de carinho, ‘o Porão é muito legal’, ou ‘quando era moleque eu fui’, muitas histórias legais”, complementa.

A trajetória do maior festival de Brasília começou em um subsolo, onde ficava o estúdio de gravação, que foi batizado de Porão do Rock. Do relacionamento com bandas da capital veio a ideia de criar um evento de shows. O primeiro palco foi a Concha Acústica, que recebeu as edições de 1998 e 1999, até ser transferido para o estacionamento do Estádio Mané Garrincha. Em alguns anos, o palco foi montado no Complexo do Ginásio Nilson Nelson, após a reforma do estádio, o Festival ganhou residência oficial.

Concha Acústica de Brasília foi o primeiro palco do festival

A 21ª edição trouxe parcerias especiais como o show de Nação Zumbi com Bnegão, além da nova formação do Barão Vermelho. Bandas com muito tempo de estrada, como Matanza, CPM 22, Krisiun e Plebe Rude, dividiram o palco com Cordel do Fogo Encantado, Francisco El Hombre e Letrux. Com a maturidade do evento surge novas demandas dos frequentadores, Gustavo Sá afirma que a pegada nunca foi ter um espaço VIP ou camarote mas teve que rever essa ideia.

A gente começou a ser demandado pelo nosso público mais velho que queria ir com filho, com a família num esquema mais tranquilo.

Desse pedido surgiu um espaço reservado com camarote, área VIP e área de alimentação separada do grande público. Só que o espaço do festival também manteve a estrutura de qualidade para todos os visitantes. O evento contou com praça de alimentação com cardápios para todos os gostos, sem esquecer os veganos, além de ter pensado na acessibilidade de seus frequentadores. Em frente aos palcos havia espaço exclusivo para cadeirantes e as estruturas altas eram todas dotadas de rampas.

Além dos shows, o Porão do Rock lançou um livro comemorativa dos 20 anos do festival. O que não faltou foi material para completar a publicação. De acordo com Gustavo, eles tinham “desde filme revelado, todas as mídias que você puder imaginar, a gente tem”. Para 2019, os planos são mais ambiciosos como a produção de um documentário. E o que não falta é conteúdo em vídeo para alimentar esse projeto.

Com o 20 anos de história e 21 edições do evento, o Porão do Rock resiste a mudança no mercado da música. O festival mantém sua veia independente, mas sem esquecer das tecnologias e inclusões (como os drones filmando e a acessibilidade do público). Que o evento continue firme nos próximos 20, 40, 80 anos.

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Livia Jacome
Blogueira raiz desde 2007 quando criou seu primeiro blog. Ama Madonna, sorvete, cultura pop e seriados, muitas décadas antes de existir Netflix. Hoje divide o tempo entre fazer gestão de produto no Hypeness e seus blogs próprios.

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