Inspiração

Só livrão: o Brasil que eu quero é o dos livros que foram levados às urnas

por: Redação Hypeness

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O segundo turno das eleições presidenciais provocou uma grande mobilização nas redes sociais em prol do saber. As pessoas divulgaram fotos e vídeos ostentando livros que seriam levados aos centros de votação.

Apesar da derrota nas urnas, o movimento Livro Sim, Arma Não vai no caminho contrário do obscurantismo. Em uma campanha marcada pelas fake news e ausência de debates sobre propostas consistentes para o Brasil, o conhecimento acabou ficando de lado. Sendo assim, a presença de livros no exercício democrático dão o tom da defesa da diversidade e pluralidade de ideias.

Livros, livros e mais livros SIM

1- Para pensar o racismo

Taís Araújo resolveu votar com um dos clássicos recentes da literatura brasileira. A atriz divulgou em seu Instagram uma fotografia segurando Um Defeito de Cor, romance escrito pela mineira Ana Maria Gonçalves

“Fui votar hoje com o livro que mais amo nas mãos, votei com orgulho e com a certeza que o que muda mesmo um país é a educação de seu povo”.

A publicação repercute os efeitos do racismo e como a escravidão ceifou a memória de negras e negros trazidos de África para os Brasil. No centro está uma africana idosa e cega, que sai em busca dos fragmentos históricos para encontrar o filho no Brasil.


2. História e política

A filósofa Djamila Ribeiro propôs um debate honesto sobre a história brasileira. Em vídeo postado nas redes sociais,a feminista negra desenhou uma linha histórica para entender a participação da escravidão e da ditadura militar nas desigualdades.

Para isso, recorreu ao autor camaronês Achille Mbembe, autor de A Crítica da Razão Negra e um dos grandes pensadores nos estudos do pós-colonialismo.

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Fotinho com Achille Mbembe pra dizer que tem vídeo novo no IGTV. Falo sobre a importância de refletirmos criticamente sobre política. Não podemos despejar ódio e disseminar mentiras. PT não é o partido mais corrupto do Brasil, segundo o TSE, o PP, antigo partido de Bolsonaro, é o que tem mais políticos citados na Lava Jato. PT não afundou o Brasil. Os portugueses foram os primeiros a fazer isso com a colonização e ao tratarem o Brasil como colônia de exploração. 354 anos de escravidão negra também afundou o país criando uma série de desigualdades. No pós abolição, não se criaram medidas para incluir a população negra. Lei de Terras de 1850, outro fato histórico que afundou o Brasil, pois criou as elites fundiárias e proibiu as pessoas pobres de terem direito à terra. Essa lei cria a maioria dos problemas que temos em relação ao direito à terra e moradia. Mais de 20 anos de ditadura militar, outro fato que afunda o Brasil. É preciso conhecer as opressões que estruturam as desigualdades. Precisamos ter responsabilidade histórica. Política não é campeonato de futebol. Caso o candidato autoritário ganhe, perderemos todos nós. Precisamos conhecer nossa realidade a fundo. Podemos e devemos fazer críticas ao PT, o que não podemos é, em nome de um antipetismo construído pelas mídias hegemônicas e o golpe, mentir e defender o ódio. Vamos dialogar com respeito e conhecimento. Por mais reflexão crítica e afeto. Vem assistir ao vídeo e dialogar de forma construtiva.

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3. Diversidade religiosa e estado laico

Mas não foram apenas os famosos que se manifestaram não, anônimos como Matheus Dias, escolheram o livro da jornalista Stela Guedes Caputo para votar. Educação Nos Terreiros foi compartilhado inúmeras vezes nas redes sociais por pessoas que acreditam na diversidade, no respeito e claro, na laicidade do Estado.


4. Feminismo  e pluralidade

A atriz Drica Moraes levou junto com o título de eleitor um livro de uma das escritoras mais importantes da atualidade. Para Educar Crianças Feminista de Chimamanda Adichie foi o eleito. E claro, outras pessoas seguiram o exemplo e proliferaram conceitos de respeito e equidade. 


 


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#haddadsim13 #livrosim #elenão

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#livrosim #armasnão #haddadmanusim

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5. Resistência e rebeldia 

A cantora Anelis Assumpção celebrou a memória do pai, Itamar. Ao longo da carreira, Ita ficou conhecido como um representante contra o sistema. Rebelde para alguns, sempre lutou contra hegemonias.

Hilda Hilst, considerada uma das maiores dramaturgas e escritoras de língua portuguesa foi lembrada pela Laerte.

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#livrosim #elenao lê lá no @segundaorelha 📚

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Foto: Reprodução/Instagram


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