Debate

Com cabelos curtos por quimioterapia, educadora é agredida em ataque transfóbico

por: Redação Hypeness

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Há quem conteste, mas sim, o Brasil é um dos países mais homofóbicos do mundo. Pasmem, mas uma mulher em tratamento contra o câncer de mama foi agredida no Rio de Janeiro.

Deborah Lourenço, de 31 anos, sofreu ofensas homofóbicas e empurrões de um guardador de carro em Botafogo, na zona sul da cidade. Por causa da quimioterapia, Deborah tem cabelos curtos, o que para os preconceituosos de plantão é a deixa para a expressão de preconceitos.

A situação absurda aconteceu em um estabelecimento tradicional do bairro. Deborah tinha acabado de sair de outra sessão de quimioterapia e iria tomar café da manhã ao lado da mãe.

Deborah diz que é vítima recorrente de preconceito por causa do cabelo curto

“Ele começou a gritar: ‘É vinte! É vinte!’ Entendi que ele queria que eu desse R$ 20 para estacionar o carro ali. Eu ia começar a explicar que já havia acertado com o primeiro guardador, mas nem tive tempo – ele passou a me xingar: ‘Viadinho! Filho da p(*)! Viadinho de m(*)!’. Logo em seguida, estufou o peito, cresceu para cima de mim e passou a me empurrar. Eu não acreditava no que estava acontecendo, fiquei chocada. Só conseguia recuar para tentar não ser atingida. Nesse instante, o primeiro guardador entrou na minha frente e conteve o agressor. Corri para dentro do carro e pedi para que minha mãe nos tirasse dali logo”, disse ao G1.

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O caso ainda não foi registrado na Polícia Civil, mas viralizou nas redes sociais. O relato do marido de Deborah foi compartilhado mais de 20 mil vezes no Facebook. A jovem diz que antes da agressão verbal, foi vítima de olhares ‘estranhos’ das pessoas por andar de cabelo curto.

“Hoje foi o momento em que a homofobia e a violência daqueles olhares se transformaram em insultos e agressões – porque aquele guardador se viu autorizado a me agredir apenas porque achou que eu era um homossexual. É triste e difícil de acreditar”.

O caso na Paulista causou revolta

Em 2010, um grupo de jovens foi agredido na Avenida Paulista em São Paulo. Entre as vítimas estava o jornalista Luis Alberto Betonio, então com 23 anos. Ele não é homossexual, mas o fato de estar andando acompanhado de dois rapazes (gays) foi suficiente para que fosse atacado com golpes de lâmpadas fluorescentes.

Um dos agressores, Jonathan Lauton Domingues, na época com 19 anos, foi condenado a nove anos de prisão. Além disso, o grupo de homofóbicos vão ter que pagar multa de R$ 25 mil.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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