Ciência

Descoberto no Brasil o mais antigo dinossauro “pescoçudo” do mundo

25 • 11 • 2018 às 21:00
Atualizada em 26 • 11 • 2018 às 09:51
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Como um infinito quebra-cabeças de milhões de ano – e milhões de peças – a história do nosso planeta e das tantas espécies que já viveram aqui vai sendo descoberta e encaixada osso a osso, fóssil a fóssil – e o Brasil é também cenário fundamental dessa história que a ciência revela. Cientistas recentemente descobriram em terras brasileiras o fóssil mais antigo do mundo de um dinossauro de pescoço longo: o Macrocollum itaquii data de 225 milhões de anos atrás.

Recriação artística do Macrocollum itaquii

O fóssil foi encontrado na cidade de Agudo, no interior do Rio Grande do Sul e, para se compreender a medida da descoberta, o Macrocollum itaquii é praticamente do período em que os primeiros dinossauros surgiram, no período Triássico, que começou há 250 milhões de anos. Mais de outras 20 espécies já foram encontradas no Brasil, mas com idades entre 65 e 120 milhões de anos. Essa é a primeira vez que um esqueleto completo de dinossauro é encontrado por aqui.

Os ossos descobertos no sul do Brasil, e suas posições no animal

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade de São Paulo participaram da pesquisa. Segundo os cientistas, o Macrocollum itaquii tinha 3,5 metros de comprimento, com 1 metro de pescoço – sendo o mais antigo sauropodomorfo já descoberto, grupo que se caracteriza pela postura quadrúpede, a dieta herbívora e, é claro, o longo pescoço. Com a dieta herbívora aprimorada, ao longo de milhões de anos os pescoços foram crescendo ainda mais, a fim de que os animais alcançassem as vegetações mais altas.

A equipe de escavação

A descoberta foi publicada na revista científica inglesa Biology Letters.

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