Ciência

Dormir pouco pode estimular o surgimento da ansiedade, aponta estudo

por: Vitor Paiva

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O ritmo intenso da vida contemporânea parece nos deixar sempre à beira de um ataque de ansiedade e, com isso, uma boa noite de sono vai se tornando evento raro em nossa vida cotidiana. Uma nova pesquisa, porém, sugere que tal dinâmica pode criar uma verdadeira bola de neve: segundo uma nova pesquisa apresentada na reunião anual da Sociedade de Neurociência, em San Diego, na Califórnia, uma noite mal dormida provoca no cérebro os mesmos padrões de atividade que uma crise de ansiedade.

“Perda de sono dispara os mesmos mecanismos cerebrais que nos fazem sensíveis ou ansiosos – em regiões do cérebro que trabalham os processos emocionais e também em regiões que regulam nossas emoções”, disse um dos pesquisadores. “Se estamos nos privando cronicamente de sono, ou se seguimos perdendo o sono, isso pode nos levar a altos níveis de ansiedade e até desenvolver um transtorno de ansiedade”.

O estado de privação de sono também pode diminuir o controle cerebral das emoções negativas, com uma perda de atividade no córtex frontal. A boa notícia, no entanto, é que basta regular o sono e dormir boas e longas noites para retomar os níveis normais de ansiedade. O corpo, portanto, não se importa se hoje o ritmo contemporâneo nos leva a dormir menos – não há argumentos contra o corpo: é preciso descansar.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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