Entrevista Hypeness

Entrevistão com KL Jay (PARTE DOIS): ‘As minas estão cantando mais que os caras, desculpa!’

por: Kauê Vieira

“Ninguém quer falar a verdade. Tá todo mundo engessado. Você não pode falar palavrão, falar realmente o que você pensa, porque a maioria são robôs. A Matrix faz isso com a gente”.

Na primeira parte do Entrevistão Hypeness, o rapper KL Jay falou sobre os 20 anos do Sobrevivendo no Inferno. Durante o papo, o músico reconhece a relevância do livro em formato de música lançado pelos Racionais em 1998 e que agora virou tema obrigatório do vestibular da Unicamp.

“Sobrevivendo no Inferno não é só um disco, é um livro. Ele conta fatos, histórias, pensamento e tal. Eu, sinceramente, não esperava que a Unicamp fosse dá esse mérito para o Racionais. Não esperava”.   

O Hypeness bateu um papo exclusivo com Kl Jay

Nesta segunda parte, KL Jay critica com veemência a passividade das pessoas. Para o rapper, uma parcela grande da sociedade precisa se conscientizar do espaço ocupado no mundo. Ele aproveita para colocar em xeque o papel da mídia dominante, além de reconhecer a força da chamada imprensa alternativa. 

O DJ dá sua opinião sobre o cenário político atual e importância da representatividade negra em Brasília.

“A imprensa deveria ser mais verdadeira. Preto e política não combina, nós temos que fazer o nosso próprio mundo”.

Por fim, KL analisa a cena do rap na atualidade e exalta o protagonismo feminino. “Nem é rap aquilo que os caras fazem”. O membro do Racionais propõe novas estratégias para dialogar com as massas. “Você começa a falar com as pessoas que realmente te ouvem”.

Confira, antes que a nave decole, a segunda e última parte da entrevista com o cérebro dos Racionais MC’s:

Vídeo 3: ‘Ninguém que falar a verdade. Tá todo mundo engessado!’

Vídeo 4: ‘As mulheres estão cantando mais que os caras, desculpa!’

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Foto: Reprodução


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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