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Missionário que queria converter indígenas é morto a flechadas por tribo isolada

por: Redação Hypeness

Um missionário norte-americano foi morto ao entrar em uma ilha indiana ocupada por indígenas isolados. John Allen Chau, de 27 anos, ignorou a proibição para visitantes e acabou assassinado a flechadas.

Agências internacionais dizem que John pretendia apresentar o cristianismo aos locais, mas acabou surpreendido com a chuva de flechas ainda na praia. Os índios caçadores vivem de forma autônoma no arquipélago indiano de Andaman e Nicobar e não gostam de receber visitas de forasteiros.

Dependra Pathak, diretor-geral da polícia das ilhas, disse à CNN que John Allen Chau viajou com o intuito de evangelizar os locais. “Nos recusamos a chamá-lo de turista. Sim, ele veio com um visto de turista, mas veio com um propósito específico de pregar em uma ilha proibida”.  

A presença de estrangeiros na ilha é proibida pelo governo

John Allen Chau conseguiu chegar na praia com ajuda de pescadores locais, que o levaram até Sentinela do Norte. Lá, ele foi em busca dos membros da tribo, considerados os mais isolados do planeta e por rejeitarem qualquer tipo de contato com o mundo exterior.

O corpo flechado de Allen foi arrastado e deixado na praia pelos membros da comunidade com auxílio de uma corda presa ao seu pescoço. Fontes ouvidas por agências internacionais explicam que o missionário já havia tentado contato com os índios em outras cinco oportunidades.

John estava determinado em pregar para os moradores da Sentinela do Norte e esteve na área em 2015 e 2016. De acordo com a BBC, entre 50 e 150 pessoas habitam o arquipélago.

O acesso ao local é vetado pelo governo da Índia e cinco pescadores foram detidos durante tentativas de resgate do corpo do jovem. A embaixada dos Estados Unidos na Índia informou que está acompanhando a situação. A International Christian Concern declarou que de John Allen era membro da organização cristã e já havia realizado missões em pontos remotos do planeta.

Por meio das redes sociais, a família do missionário disse que perdoa os índios.

“Palavras não podem expressar nossa tristeza. Ele era um missionário cristão. Amava Deus e ajudava os que mais necessitavam. John não tinha nada além de amor pelo povo de Sentinela do Norte. Nós perdoamos os responsáveis por sua morte”.

Os jesuítas foram de grande valia para os colonizadores portugueses

A relação entre missionários e indígenas nunca foi das melhores. No período da colonização, eles atuavam como aliados importantes no trabalho de conversão das populações de índios. O método persuasivo servia para convencê-los de que era necessário se unir aos colonizadores para a própria proteção.

Na colonização portuguesa, o trabalho de catequização era liderado pelos padres jesuítas, que ensinavam dogmas da religião católica. O problema é que o projeto de aldeamento servia para garantir a mão de obra para o desenvolvimento das colônias.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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