Inspiração

Muçulmanas, latinas, negras e indígenas: Congresso dos EUA tem recorde de mulheres eleitas

por: Redação Hypeness

Os norte-americanos deram um recado nas eleições de meio de mandato de 2018: diversidade, sim. A noite da última terça-feira (6) proporcionou feitos históricos com a eleição de mulheres indígenas, negras, gays e muçulmanas. O feito representa um grande avanço para pautas progressistas no país.

Apesar do desempenho dos democratas não ter sido tão bem-sucedido quanto o esperado, o partido recuperou o controle da Câmara de Representantes e colocou fim no domínio absoluto do governo Donald Trump, que agora se agarra no Senado.

Isso só foi possível graças aos esforços das chamadas minorias. Mulheres, negras, gays, latinas e muçulmanas uniram forças contra o avanço de uma onda conservadora e preconceituosa encabeçada pelo republicano Trump. 

Muçulmanas no Congresso

Trump vai ter que lidar com mulheres muçulmanas no Congresso

O congresso dos EUA vai receber nos próximos dois anos as duas primeiras mulheres muçulmanas eleitas. Rashida Tlaib e Ilhan Omar foram escolhidas pelos estados de Michigan e Minnesota, respectivamente.

No caso de Omar, a conquista ganha mais significados, já que ela se torna a primeira norte-americana de origem somali com um assento garantido em Washington. A jovem chegou aos Estados Unidos 20 anos atrás como refugiada.

Ilhan Omar é a primeira norte-americana de origem somali eleita

Já Tlaib, é filha de imigrantes palestinos e foi a primeira mulher muçulmana da Assembléia Legislativa de Michigan há 10 anos. Ela é crítica de Trump e chegou a ser presa por interromper um discurso dele em Detroit.

A potência de mulheres negras

Ayanna não quis ‘esperar sua vez’ e venceu

Ayanna Pressley se tornou a primeira congressista negra do estado de Massachusetts. Ao longo da campanha, a parlamentar chamou a atenção para a necessidade de acabar com o status quo. Aliás, o triunfo representa uma mudança de curso no Partido Democrata, bastante criticado por colocar mulheres negras em segundo plano.

“Me disseram para esperar minha vez. Fui chamada de traidor por desafiar a reeleição de um candidato. Me disseram que as coisas não funcionavam assim por aqui. Eu não posso e não vou esperar minha vez.”

A mulher mais jovem

Alexandria Ocasio-Cortez é mais uma voz Latino-americana contra Trump

Há um ano atrás, Alexandria Ocasio-Cortez estava trabalhando em um bar para ajudar sua família. Agora, se transformou na mulher mais jovem no Congresso dos Estados Unidos. Ela tem 29 anos. 

“Estou muito agradecida por cada um que ajudou a amplificar minha voz e trabalhou pelo sucesso da campanha. Nunca me esquecerei do trabalho duro. Não importa o que aconteça”, disse momentos após a confirmação de sua eleição pelo estado de Nova York.

Ex-colaboradora da campanha de Bernie Sanders, Alexandria é contra a política imigratória adotada por Donald Trump. “Nunca fomos representados na história norte-americana”.

Indígenas eleitas

Sharice Davids vai representar os indígenas no Congresso

As democratas Sharice Davids e Deb Haaland serão as primeiras indígenas norte-americanas eleitas para o Congresso. Assumidamente lésbica, David bateu o candidato republicano no Kansas (um dos estados mais pró-Trump) e Haaland se sagrou vitoriosa no Novo México.

Deb Haaland primeira lésbica assumida eleita no Kansas

David é membra da comunidade tradicional Ho-Chunk e Halland integra do Pueblo of Laguna. A eleição de ambas representa mais pressão na política anti-imigratória de Trump.

Governador abertamente gay

O Colorado trabalhou pela inclusão

O Colorado escolheu ser governado pelo primeiro político abertamente gay da história. O resultado é uma vitória sem precedentes para a comunidade LGBT, diga-se, alvo de declarações preconceituosas de Trump.

O democrata Jared Polis defende uma agenda progressista e inclusiva. “O resultado no Colorado é um golpe na visão de Mike Pence (vice-presidente) de que a América não é tão inclusiva assim”.

 

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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