Desafio Hypeness

Testamos 3 desodorantes naturebas e aqui está o que achamos

por: Mari Dutra

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Já peço desculpa aos amigos, mas estive envolvida em um projeto ambicioso nos últimos meses: testar 3 desodorantes naturebas para ver qual o melhor. O motivo? Me ver livre de todas as porcarias encontradas naquele aerossol boladão que a gente usa desde a adolescência (vem ver as substâncias sinistras que tem nos cosméticos tradicionais).

Entre as atividades envolvidas não estava apenas passar o desodorante, mas circular com ele por aí. E, desculpe, nem tudo é perfeito no mundo dos cosméticos naturais – por sinal, espia essas 14 receitas para testar em casa. Então prepara aí para aquele relato sincerão e talvez até meio nojento.

Fica o alerta de que essa é a MINHA experiência e pode não ser igual para todo mundo. Cada corpo se adapta de um jeito e é preciso respeitar aquilo que deixar sua axila feliz – as pessoas ao seu redor vão agradecer.

Pedra de sal para combater a sovaqueira

Eu já tinha testado e usado há algum tempo o desodorante de pedra de sal, feito com alúmen de potássio. Ele funciona muito bem em dias secos, mesmo no calorão. Para mim, rolou melhor do que muitos desodorantes tradicionais. Em compensação, os dias úmidos foram um desafio (para quem mora em Porto Alegre, dias úmidos são quase todos).

Só que você já deve imaginar que não é confortável ficar passando uma pedra na axila. Funciona assim: ao sair do banho, tem que dar uma molhadinha na pedra e esfregar ela várias vezes no sovaco. O conforto não é requisito dos cosméticos naturais – e tá tudo bem com isso, a gente é que anda mimado demais mesmo!

Esse desodorante é comercializado em lojinhas de produtos naturais e também vendido pela internet em alguns sites, como Paz em Gaia, onde sai por R$ 49. Ele é mais caro do que os desodorantes convencionais, mas dura uma eternidade – dependendo do tamanho, aguenta fácil entre 4 meses e 1 ano. Ao longo do tempo, isso representa uma boa economia.

Uma das principais desvantagens é que o corpo demora um pouco para se adaptar, então nos primeiros dias pode rolar um cheirinho desagradável. Além disso, se você tem o hábito de reforçar o desodorante durante o dia, já vou avisando que não funciona muito, pois ele precisa ser aplicado sobre as axilas limpas.

A receitinha da Bela Gil

Bela Gil é diva em tudo que faz, mas eu vou ter que discordar dela no quesito desodorante.

Claro que já deveria ter desconfiado de que não era uma boa ideia misturar leite de magnésia com óleo essencial, mas lá fui eu quebrar a cara. A Bela, que deve ter cheiro bom até sem desodorante, explica a receitinha aqui.

Segui todos os procedimentos explicados no vídeo (não demora nem 2 minutos pra fazer, gente!) e lá fui eu borrifar o desodora-gil na axila. Usei quase um mês para ver se a coisa melhorava com o tempo. Vai que, né?

*Spoiler*: não melhorou.

A questão com esse desodorante nem foi ficar muito fedida, embora alguns dias tenha rolado um cheiro ruim. O problema foi mesmo aquele leite de magnésia escorrendo nas axilas, manchando tudo que é roupa e fazendo um efeito meio precário. Nos dias mais quentes, fiquei com os braços pra cima esperando tudo secar numa tentativa vã de que a situação ficasse sob controle. Apesar de não ter me adaptado bem, conheci gente que usa e acha o melhor desodorante da vida.

Amido de milho contra o cheirinho?

Essa foi talvez a receita mais esquisita, mas também uma das melhores (ok, foram só 3, né?).

O negócio é ir pra cozinha fazer o próprio desodorante. As dicas eu peguei no Instagram do blog Um Ano Sem Lixo – tá nos destaques com o nome de “desodorante“, não tem como errar. Ok, mas o que vai nessa receita tão revoluncionária? Amido (usei de milho, mas pode ser qualquer um), óleo de coco e bicarbonato de sódio. Dá pra colocar umas gotinhas de óleo essencial também, para dar um cheiro bom.

Depois de misturar tudo direitinho, o resultado é uma pasta meio melequenta, que pode ser usada do mesmo jeito que um desodorante em creme. Passa um pouquinho na axila e vai viver feliz e inodoro. Tem que guardar num pote bem vedado – eu reaproveitei uma lata de um cosmético que já tinha acabado.

Foi o último desodorante testado e gostei bastante do resultado, mas repetiria a receita com um óleo que ficasse mais durinho, como o de manga, recomendado pela própria Cristal Muniz, neste link, em que ela também dá dicas de outras misturas que funcionam.

Conclusão

Todos os desodorantes naturebas que testei têm uma coisa incomum: eles não te impedem de suar.

Isso causa um certo medo, porque dá a sensação de que você está cheirando que nem um jogador de futebol depois da partida. Sabe aquele momento de conferir se tá tudo bem na axila? Acostuma! A diferença é que, apesar do suor dar as caras, ele não tem cheiro ruim.

Isso acontece porque estes desodorantes não são antitranspirantes, o que parece estranho, mas é ótimo para o nosso corpo. O suor em si é inodoro e ele é uma forma que nosso organismo encontra para regular sua temperatura corporal e eliminar toxinas.

Quanto aos antitranspirantes, eles contém alumínio, cuja função é fechar os poros e impedir a transpiração. Como a ciência ainda não sabe ao certo os efeitos da substância para nossa saúde, é melhor não arriscar.

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Foto em destaque: nicolagiordano/Pixabay

Outras fotos: Mariana Dutra


Mari Dutra
Depois de viver na Argentina, na Irlanda e na Romênia, percebeu que poderia carimbar o passaporte mais vezes caso trabalhasse remotamente. Hoje escreve para o Hypeness e mantém um blog de viagens, o Quase Nômade, em que conta mais de suas experiências pelo mundo.

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