Arte

Vídeo de 8 minutos mostra em detalhes como o Queen criava uma ópera-rock

06 • 11 • 2018 às 06:41
Atualizada em 06 • 11 • 2018 às 18:22
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Parte do que fez do Queen uma das maiores e mais interessantes bandas da história, para além do talento em conjunto dos quatro músicos que formam a banda e da genialidade inalcançável de Freddie Mercury como cantor, compositor e líder, foi a incrível variedade de estilos e possibilidades musicais que ofereceu.

A cinebiografia recém lançada de Freddie, e a inacreditável reação homofóbica de parte da plateia brasileira às cenas de amor homossexual no filme trouxeram o Queen de volta às manchetes, mas um vídeo postado pelo canal Polyphonic recentemente oferece destaque à banda pelo que ela verdadeiramente merece: sua música.

O Queen no início dos anos 1990

O vídeo disseca a forma como o Queen criou uma obra-prima da ópera-rock – e, para espanto geral, ao invés de selecionar a clássica “Bohemian Rapsody”, o canal escolheu outra grande canção do estilo, gravada no último disco da banda, quando Freddie já se encontrava nos momentos finais de sua vida: “Innuendo”, música que também batiza o disco, de 1991. Com influência da música clássica e estrutura épica e operística, “Innuendo” é, segundo o vídeo, um dos grandes momentos de toda a discografia do Queen.

Diferentemente de “Bohemian”, escrita somente por Freddie, “Innuendo” foi um trabalho de grupo, misturando a música europeia com influências orientais. Sombria e rica, a canção traz diversos movimento e momentos únicos, e o vídeo destrincha cada detalhe com observação profunda.

Capa do disco “Innuendo”

O vídeo infelizmente é somente em inglês, mas para os fãs inveterados da banda de Freddie Brian May, John Deacon e Roger Taylor, vale a pena pedir a alguém que saiba a língua para traduzi-lo – e se espantar com a incrível capacidade criativa de uma das maiores forças da história do rock.

A banda em início da carreira

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© fotos: divulgação


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