Entrevista Hypeness

Vida de frila: 5 dicas de ouro para autônomos planejarem as finanças em 2019

por: Danilo Gonçalves

Preparar-se para o futuro é desafiador tanto para o autônomo quanto para os profissionais CLT, pois exige um planejamento e o comportamento de pensar no longo prazo. É comum esses profissionais sem vínculo empregatício rechacem, por exemplo, o poder de uma planilha, que são fundamentais, nem que sejam um caderno de anotações.

Os dados não mentem: pesquisa realizada em setembro (período eleitoral) pelo Datafolha mostrou que metade dos consultados prefere ser autônomo. Fato da mesma forma é que ser o seu próprio patrão, prática escolhida por muitos grandes talentos do mercado, tende a intensificar a necessidade de buscarmos educação financeira pois, nesse formato de negócio, o impacto entre ganhos e gastos fica imediatamente mais evidente.

Pensando nessa infinidade de desafios é que o Hypeness acionou uma consultora financeiro, extraiu trechos de um livro muito prático e montou essa lista essencial para os profissionais que optam por se aventurar no empreendedorismo ou projetos próprios, veja:

1. Separe as contas PJ e Pessoa Física

O principal cuidado para o autônomo na hora de planejar um orçamento é ter uma estratégia de organização para dois cenários financeiros: um em que ele é um empreendedor, que tem rendas variáveis, precisa fechar contratos, melhorar faturamento ou reduzir despesas e, o outro, o lado financeiro pessoal. “Se as contas são juntas não é possível identificar se o desafio está no faturamento empresarial ou nos gastos pessoais”, explica consultora financeira Vivian Rodrigues, idealizadora do projeto Papo de Valor.

Os autônomos têm sim mais dificuldade de se planejar, pois a renda deles tem características específicas que são usadas como um motivo para não fazer um planejamento, já que planejar-se financeiramente não é um comportamento comum ensinado aos brasileiros.

2. Faça uma média dos últimos meses de faturamento

O autor do livro Finanças para Autônomos, o consultor Eduardo Amuri, afirma em sua obra que não é necessário ser um ninja das planilhas, mas é fundamental que consiga analisar o cenário no qual está inserido.

Isto porque é comum que autônomos recebam valores variados em dias diferentes. Assim, o dinheiro entra e é usado para os gastos imediatos e, se não existir uma planilha de gastos, pelo menos, é impossível ter uma noção do caixa como um todo. “A maioria dos autônomos não tem ideia de quanto ganham mensalmente”, afirma Vivian.

Realmente varia, mas vale fazer um levantamento simples com papel e caneta mesmo dessas variáveis nos últimos seis meses. Com isso, vamos observar que há sim uma variação, mas dentro de uma margem. É a partir dessa média que se consegue fazer uma projeção.  

Vale assistir a essa aula rápida do Eduardo Amuri também:

3. Você está cobrando certo pelo seu trabalho?

Quem é autônomo não nos deixa mentir: a tentação de ganhar um job pelo preço sem se preocupar primeiramente com o lucro em si é grande. Estou oferecendo um produto considerando um valor de venda que engloba o que vou ganhar e ainda pagar todos os impostos ou necessidades para essa entrega?

Se estou oferecendo um serviço, a minha hora está compatível com o mercado, com o valor que eu entrego e com a renda desejada?

A resposta a estas perguntas é determinante para sua saúde financeira

4. Meu CNPJ permite que meu CPF tenha o padrão de vida que desejo?

Às vezes focamos em bancar ganhar dinheiro por conta e, ao mesmo tempo, almejamos um padrão de vida imediatamente aquém do que estamos fazendo. Por exemplo, os meus ganhos como autônomo são capazes de atingir até R$ 5 mil mensais quando, na verdade, meus custos com o padrão de vida que faço questão de ter está estipulado em R$ 10 mil. “Talvez esse modelo de negócio não seja suficiente para me proporcionar o padrão de vida que tenho como pessoa física, por isso é necessário ter um alinhamento entre a minha projeção de ganho com o meu padrão de vida esperado” – Vivian

5. Poupe uma reserva estratégica

No prefácio de seu livro, Amuri é taxativo ao dizer que os autônomos normalmente se envolvem em uma série de projetos e, com isso, acumulam muitas atividades. É nesse momento em que deixam o planejamento financeiro de lado. O preço dessa pequena negligência é alto: sentem-se soltos, sem saber se o negócio caminha bem ou até mesmo se vão conseguir bancar um período de férias, por exemplo. Outra: quão impactada financeiramente será a sua vida caso haja algum sinistro e você não consiga mais desempenhar a sua atividade atual?

“Uma forma de minimizar o impacto dessas características e garantir uma segurança financeira é poupar uma reserva estratégica”, indica Vivian. Desta forma, reforça, o autônomo consegue balancear meses com maior ou menor faturamento mantendo uma retirada fixa.

Reservas estratégicas, seguros e patrimônio ajudam a tranquilizar a resposta. É importante que o autônomo tenha consciência e defina estratégias para se proteger. Como fazer isso? Tendo consciência dos planos que faz questão de concretizar, direcionando parte dos ganhos para a tal reserva e, claro, se precisar contar com a ajuda de um profissional.

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Danilo Gonçalves
Chegar aos 30 foi revolucionário para o que vejo e sinto. Ainda assim, continuo o cara alegre, curioso e pronto para resolver problemas e atender demandas que surgem do nada. Pode mandar que estou aqui. Gosto de um bom som, de Michael Jackson e Beyoncé, mas não nego agudos e graves bem cantados e, claro, um bom pancadão.

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