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Alcoolismo não é charme: James Bond têm grandes problemas com o álcool, aponta estudo

por: Vitor Paiva

Algumas características essenciais definem o personagem James Bond, o agente secreto inglês criado por Ian Fleming em 1953 – a autorização para matar, o artificial charme e sucesso com as mulheres, a coragem caricata, os gadgets mais incríveis e mais. Um elemento de sua personalidade, porém, percorre veladamente a trajetória e as narrativas de Bond, que o mundo de hoje aponta como um sintoma de época: seu evidente problema com álcool. Não há momento na carreira de Bond que não seja acompanhado por uma sucessão de drinques.

O James Bond de Sean Connery

Um estudo recentemente divulgado pelo Medical Journal of Australia analisa que, diante da quantidade de álcool ingerido pelo agente secreto ao longo das últimas seis décadas e 24 filmes podem o diagnosticá-lo com “distúrbio severo de uso de álcool” – ou, em resumo, James Bond é um alcoólatra.

Segundo o estudo, Bond bebe cerca de 109 vezes ao longo dos filmes – com o maior pé na jaca registrado no filme “Quantum of Solace”, no qual virou seis copos do drink Vésper – quantidade que, para pessoas mais fracas, pode ser fatal.

Daniel Craig, acima como Bond, e abaixo o agente sendo vivido por Pierce Brosnan: sempre bebendo

Os hábitos alcoólicos de James Bond, ainda segundo o estudo, correspondem a mais da metade dos critérios que a Associação Americana de Psiquiatria estabelece para determinar o que seria o alcoolismo severo – nos livros o hábito seria ainda pior. A pesquisa foi realizada em tom de brincadeira – sugerindo inclusive que o agente deveria “procurar ajuda profissional e tentar encontrar outras estratégias para lidar com o estresse de sua profissão” – mas trata-se de característica simbólica sobre como bebemos e observamos tal hábito.

Timothy Dalton, também como Bond, e também alcoólatra

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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