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Direto e reto: 5 conselhos ‘sincerões’ de Leandro Karnal que você deveria levar para a vida

por: Danilo Gonçalves

Respeitado historiador, articulista, professor e também cronista (…), Leandro Karnal pode ser também definido como um grande frasista, para não dizer apenas pensador contemporâneo. Sempre didático e sem medo das polêmicas, faz questão de manter a calma e apresentar seus argumentos com muita propriedade e – grande trunfo – calma e semblante feliz.

Não são raras as oportunidades em que, com toda classe, Karnal dá um “vráááááá” no senso comum em linhas de raciocínio diretas e retas.

Ponderado, faz questão de olhar para todos os lados de uma análise e, acima de tudo, respeitar os lados que, claro, são terminantemente éticos. Ah, e, bem, você pode conferir também os conselhos “sincerões” da Monja Coen. Karnal e Coen, aliás, têm feito palestras e conversas unidos. E entendemos muito bem como eles acabaram se dando tão bem.

Por isso, o Hypeness separou (apenas) alguns comentários e frases de impacto dele para refletirmos sobre.

1. ‘A certeza é própria do caráter raso’

Em recente palestra de título “Fama, Fé e Fortuna”, em que passeia por diversas linhas de pensamento e problemáticas contemporâneas, Leandro Karnal não poupou aqueles que não lêem, não estudam, mas dizem saber de um tudo por aí. Vale até a transcrição de um trecho:

“Geralmente as pessoas que estudam pouco ou observam pouco o mundo ou têm pouca capacidade limitada de compreensão, têm muita certeza. A certeza é própria do caráter raso. Não é que as pessoas que estudam têm um bom caráter, há muitas pessoas cultíssimas também com caráter raso, mas é capacidade de você abarcar a diversidade que outro ser de um jeito que não fira a lei, que não fira a ética, que outro ser de um jeito não o torna pior ou melhor, torna-o diferente (…)”.

2. Que tal Deus e a religião, Karnal!?

Em 2017, Karnal estava no famoso encontro matinal da Fátima Bernardes e, ao lado do Padre Fábio de Melo, foi questionado sobre Deus! Levantaram a bola para o nosso frasista preferido. Depois da explicação do sacerdote e cantor, Karnal foi categórico e lançou das suas:

“Acho um absurdo o ateu catequista, aquele que herda o pior da religião que é converter os outros!”

“(…) uma moça disse ‘minha mãe estava mal, aí ela falou Deus e melhorou’. Bem, melhorando ou não ela vai morrer, como eu vou morrer e como todas as pessoas morrerão”

3. Dois grandes valores reais da sociedade

Em entrevista ao Roda Viva, em 2016, a então colunista do jornal O Globo, Ana Cristina Reis, não perdeu a oportunidade de perguntar a Karnal sobre algumas frases célebres do livro “Felicidade ou Morte”. Entre outras, a jornalista chamou atenção à seguinte:

“A família e o celular são os dois grandes valores que sociedade ocidental construiu”.

Contextualizando a frase, Karnal respondeu assim: “Aqui as pessoas morrem (pelo sentimento que têm) pela família, assim como morrem pelo celular, falando e digitando enquanto dirigem, ou seja, vale a pena eu arriscar minha vida para manter-me conectado”.

 

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4. Karnal não passa pano para os “umbiguistas”

Em recente entrevista à BBC por conta do lançamento de seu mais novo livro (O dilema do porco-espinho: como encarar a solidão), o também professor da Unicamp não facilita para os que acham que todos seus problemas estão nos outros ou que o Universo conspira sempre contra.

“Negociando meu narciso na convivência social eu paro de me achar o centro do mundo e percebo que parte da minha tristeza solitária é vaidade ou narciso ferido”, disse ele ao ser questionado pela reportagem sobre aproveitamento espaços compartilhamento para lidar com a solidão.

Olhar para dentro parece ser um bom conselho para analisar o mundo, tanto o seu quanto o que compartilhamos com todo o restante da população mundial. Obrigado, professor.

5. Uma clássica e polêmica do professor sobre corrupção, uma doença crônica

Em seu canal no Youtube, Saber Filosófico, Karnal relembra certa vez em que disse que “corrupção no Brasil é como herpes, vai e volta, mas nunca é curada”. Essa parece ser uma daquelas máximas tão polêmica como atemporal, tão “de mau gosto” (de certa forma), mas tão real. As aspas em “mau gosto” são justificadas pelo próprio ao dizer que chegou a receber mensagens de uma pessoa que tinha herpes questionando-o a respeito e ele prontamente explicou não estar falando exatamente do problema de saúde daquela pessoa, mas sim uma metáfora – muito bem formulada, diga-se de passagem.

Ora, impossível não tomar partido (não confundir com partido político) da tal.

Diz aí, professor:

“Há décadas e mais décadas, entra governo, sai governo, polarizamos posições políticas, despolarizamos, assumem governantes mais de esquerda ou mais direita (em tese), discute-se um liberalismo econômico ou uma atuação maior do Estado (enfim…), e ainda nos deparamos com denúncias e descoberta de ações corruptas em todas as esferas governamentais, é sinal de que temos, sim, problemas tal “problema de saúde”.

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Danilo Gonçalves
Chegar aos 30 foi revolucionário para o que vejo e sinto. Ainda assim, continuo o cara alegre, curioso e pronto para resolver problemas e atender demandas que surgem do nada. Pode mandar que estou aqui. Gosto de um bom som, de Michael Jackson e Beyoncé, mas não nego agudos e graves bem cantados e, claro, um bom pancadão.

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