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‘É uma pena’: Claudia Ohana fica ‘triste’ por não ser chamada de gostosa na rua

por: Redação Hypeness

Claudia Ohana chamou a atenção com uma declaração polêmica. Sucesso em novelas como Vamp, exibida na década de 1990, a atriz lamentou não poder ser chamada de ‘gostosa’ nas ruas.

“Sinto saudade da liberdade de expressão, das pessoas falarem o que quiserem, liberdade de ser quem você quiser”, declarou ao UOL no intervalo das gravações da novela Verão 90, que será exibida pela TV Globo.

Segundo Claudia Ohana, a discriminação, por exemplo, não existia décadas atrás. “Minha mãe era do cinema, nasci neste meio e não existia um preconceito se você é pobre, tem carro. Antigamente era a ideia, a genialidade, a cabeça da pessoa era mais importante do que o dinheiro”.

Claudia Ohana sente saudades de ser chamada de ‘gostosa’ na rua

Ela classifica o cenário atual como radical e que sente falta de ser cantada pelos homens. “Acho que no momento está mais careta porque está radical demais, que é talvez para melhorar, ter um equilíbrio. Hoje em dia um homem fica com medo de chegar numa mulher que pode ser assédio, mas existe realmente o assédio, existe a violência, o que não pode existir”.

Claudia Ohana finalizou dando o parecer sobre a relação entre homens e mulheres em locais públicos. “Temos que ser um pouco radicais para saber o limite, onde começa. É uma pena, antigamente você andava na rua e várias pessoas assoviavam e chamavam de gostosa. Hoje não pode mais, você fica triste”.

O Brasil ocupa os primeiros lugares quando o assunto é violência contra a mulher

De acordo com o Atlas da Violência, a história não é bem assim. O levantamento mostrou que apenas em 2017, o Brasil registrou 60 mil casos de estupro. O feminicídio, que pode ocorrer com um ‘simples elogio’ não correspondido na rua, também subiu

A análise mostra que em 10 anos, o número de casos registrados de homicídios contra a mulher saltou 15,5%. Foram 4.645 morte somente em 2016. A desigualdade social e racial são agravantes. A taxa de homicídios contra mulheres negras é 71% maior do que contra mulheres não-negras.

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Fotos: foto 1: Reprodução/Instagram/foto 2: EBC


Redação Hypeness
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