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Falhamos: TODAS as tartarugas marinhas do planeta têm plástico no organismo

por: Mari Dutra

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Não adianta saber que 35 milhões de tartarugas foram salvas, se o mundo insiste em nos jogar na cara dados assustadores. A bad news de hoje é que TODAS as tartarugas marinhas do planeta têm plástico no organismo.

Para afirmar isso, um grupo de pesquisadores da Universidade de Exeter, do Laboratório Marinho de Plymouth e do Greenpeace analisou 102 exemplares de tartarugas marinhas. Os animais que participaram do estudo haviam sido encontrados nos oceanos Atlântico, Pacífico e Mediterrâneo. Todas elas tinham pedaços de plástico no intestino, igualzinho ao golfinho que foi resgatado na orla de Praia Grande, São Paulo.

Foto via

Mais de 800 partículas sintéticas foram encontradas nas tartarugas analisadas. Como apenas parte do intestino dos animais foi testada, os cientistas estimam que o número total seja até 20 vezes maior.

As partículas mais comuns encontradas nas tartarugas foram as fibras, que podem vir de roupas sintéticas (alô, poliéster!), pneus, filtros de cigarro e equipamentos de pesca. Ainda não se sabe qual o efeito dessas partículas sobre as tartarugas. Entretanto, após a morte de uma baleia que engoliu 29 kg de plástico, fica fácil entender que essa substância não deveria ser ingerida por nenhum animal.

No momento, essa não é a principal ameaça a estas espécies, mas é um sinal claro de que nós precisamos agir melhor para administrar o lixo global”, destacou o professor Brendan Godley, um dos autores do estudo.

A Dra. Penelope Lindeque, do Plymouth Marine Laboratory, complementa: “Com nosso trabalho ao longo dos anos, encontramos microplásticos em quase todas as espécies de animais marinhos que examinamos; desde um pequeno zooplâncton, na base da cadeia alimentar, até larvas de peixes, golfinhos e agora tartarugas“.

Para ler o estudo na íntegra, clica aqui.

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Foto em destaque: ukanda/Wikimedia Commons


Mari Dutra
Depois de viver na Argentina, na Irlanda e na Romênia, percebeu que poderia carimbar o passaporte mais vezes caso trabalhasse remotamente. Escreve para o Hypeness desde 2014 e conta suas experiências como viajante consciente através do Quase Nômade.

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