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Futuro da medicina e mobilidade urbana são principais temas no Wired Festival 2018

por: Livia Jacome

O Rio de Janeiro recebeu o Wired Festival Brasil 2018 nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro. A 4ª edição do evento reuniu time de especialistas para debater temas e pensar soluções para o futuro. Nomes como Anne-Marie Dahl, James Dahlman e Michael Horvath dividiram o palco para nos dar um pouco do quem podemos esperar das relações de trabalho em alguns anos, engenharia genética e inteligência artificial e mobilidade humana.

A temática de saúde e medicina de ponta entraram na pauta, como edição do DNA, a utilização de IA e machine learning no diagnóstico de doenças.

Nossa, isso tudo é tão… Bem, você já sabe, né? B-L-A-C-K-M-I-R-R-O-R!

O viver nas grandes cidades também foi debatido e como pode-se pensar soluções para locais mais sustentáveis, inteligentes e com crescimento ordenado.

Manipular o DNA é uma realidade há algum tempo, mas muitas questões éticas são colocadas na balança quando se trabalha com essa tecnologia. O pesquisador de edição genética James Dahlman utiliza a CRISPR, técnica de hacking genético com a possibilidade de editar células vivas para ativar ou desativar genes. Já João Bosco, cofundador e CEO da Genomika Diagnósticos, citou que o uso de mapeamento genético será importante para se ter um diagnóstico personalizado. Além disso, o médico prevê que a genética terá papel central nos próximos anos, sendo que, os testes nessa área serão mais populares e acessíveis.

Essa técnica pode ser uma possível resposta para cura de doenças no futuro. Os carros voadores também entraram na pauta quando André Stein, Head de Estratégia da EmbraerX, mostrou alguns modelos de eVTOL (Electric Vertical Take-off and Landing). E essa realidade não está muito longe de nós, pois os eVTOLs nada mais são do que um tipo de veículo que funciona como um helicóptero e decola da vertical.

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É possível olhar o mundo enxergando soluções? Com a visão de que "O progresso de um é o progresso de todos", a @johnniewalkerbrasil promove, pela primeira vez, um encontro entre especialistas que se dedicam ao progresso de todos. Camila Holpert, do Studio Ideias, apresentou a urgência de recriar o conceito de nós, compreendendo o quanto o Brasil é um país diverso, pouco inclusivo e tolerante. Já Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk, mostrou como podemos ser mais inclusivos e criar negócios sustentáveis, a partir dos nossos problemas. Ronaldo e dois amigos desenvolveram um premiadíssimo app gratuito voltado à população surda. Para Ronaldo vale a máxima: "Entre mudar o mundo e ganhar dinheiro. Fique com as duas". #KeepWalking Foto: @miguel_sa73

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Quando o assunto chegou no que tange o trabalho, a palestra de Anne-Marie Dahl, futuróloga e diretora do Futuria, debateu as relações presentes e futuras. Para a estudiosa, nós passamos pela sociedade industrial, pelo modelo da informação e chegamos a sociedade da emoção. Sendo assim, as novas gerações buscam empregos que tenham algum sentido para elas.

Drones: para diversão e para soluções

A equipe do Mirante Lab levou seus drones para uma batalha em arena montada no evento. A ideia é apresentar essa tecnologia às pessoas que ainda não tiveram contato. Nesta disputa qualquer pessoa pode participar e ganha quem derrubar o drone do adversário primeiro. Mas nem só de diversão é pautado o uso de drones, alguns projetos foram pensados para mudar a vida das pessoas.

De acordo com Carlos Cândido, fundador do Mirante Lab, eles usaram “os drones em lugares de difícil acesso, onde os agentes de saúde não sabiam o que estava acontecendo, principalmente, casas e terrenos abandonados. O drone serviu como uma ótima ferramenta para procurar esses lugares. Tipo, casas com piscinas abandonadas, caixas d’água abertas”.


E o Wired Festival Brasil 2018…

Ao fim de dois dias intensos, muito foi discutido, debatido e avaliado sobre as perspectivas para o futuro da sociedade. De acordo com Anne-Marie Dahl, “as próximas gerações farão planos para cumprir objetivos pessoais, ao invés de planejar a vida em torno de uma carreira”.

Já James Dahlman criticou alguns usos feitos no seu campo de estudo: “usar a edição de genes da maneira errada é ao mesmo tempo antiético e estúpido, há limites para o uso desse tipo de método”.

Mas o consenso foi que é hora de avaliar o futuro para que possamos viver bem no planeta.

Imagens: Divulgação Infoglobo/Reginaldo Teixeira

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Livia Jacome
Blogueira raiz desde 2007 quando criou seu primeiro blog. Ama Madonna, sorvete, cultura pop e seriados, muitas décadas antes de existir Netflix. Hoje divide o tempo entre fazer gestão de produto no Hypeness e seus blogs próprios.

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