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Homofobia mata: Assassino da Avenida Paulista diz que frase ‘anda como homem’ era brincadeira

por: Redação Hypeness

Fúvio Matos confessou ter assassinado com um golpe de canivete o cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima, de 30 anos.

Em depoimento à Polícia, o cozinheiro negou motivações homofóbicas e alegou legítima defesa. O crime aconteceu na Avenida Paulista.

A versão difere da dada por amigos e testemunhas do cabeleireiro. Câmeras de segurança nas proximidades da Avenida Brigadeiro Luís Antônio mostram o início das discussões. É possível ver Plínio levantando a camiseta depois de ter sido atingido com o canivete.

Outra vez, uma ‘brincadeira’ causou a morte de um homossexual

O assassino homofóbico foi reconhecido pelas testemunhas, outros três homossexuais que estavam ao lado de Plínio. O marido do jovem de 30 anos explica que o agressor, antes de atacar o cabeleireiro, ameaçou o grupo, dizendo que “gays têm de morrer”.

Crime de homofobia

Para o delegado Hamilton Costa Benfica, do 78º Distrito Policial (DP) do Jardins, o cozinheiro atingiu Plínio no peito com um canivete. A polícia diz ainda que Fúvio andava com um amigo na Avenida Paulista quando xingou os rapazes. “Anda que nem homem”. Ofendidos, os homens partiram pra cima dele, que fugiu para o metrô.

Plínio tinha 30 anos e morava com o marido em SP

“Ele [Fúvio] confessa o crime, mas, segundo ele, fala que foi se defender. Ele está dando a versão que foi se defender dos quatro rapazes e desferiu o golpe com o canivete. Ele nega a motivação homofóbica. Segundo ele, subia com um colega de trabalho a Brigadeiro, fez uma brincadeira quando uma pequena chuva começou, e disse ‘anda que nem homem'”, explicou o delegado ao G1.

O assassino homofóbico fugiu para o metrô logo após o crime

Os xingamentos não cessaram. Fúvio atacou o grupo com frases de cunho homofóbico. “Fúvio vinha provocando, falando frases bem fortes, tipo: ‘seus bichinhas etc’, e no final falou ainda: ‘gays têm de morrer’. E foi o momento do entrevero entre as partes, e que Fúvio acabou desferindo com canivete, ferindo o peito da vítima”, declara o delegado.

Fúvio Matos foi preso no hotel em que trabalha no bairro do Paraíso, em São Paulo. Ele admitiu não sabe da morte de Plínio. A polícia pediu a prisão temporária à Justiça. Ele deve permanecer detido por 30 dias. Fúvio será indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. O cozinheiro pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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