Debate

ONG acusa funcionários de envenenar gatos em Carrefour do Rio de Janeiro

por: Redação Hypeness

Há quase um mês, o Carrefour está no centro de uma polêmica sobre a morte de um cachorro. Agora, a filial carioca da rede de supermercados é acusada pela ONG Oito Vidas de envenenar pelo menos 15 gatos

De acordo com os relatos, funcionários da loja do Carrefour na Barra da Tijuca envenenavam os gatos em situação de rua com chumbinho, como foi comprovado em exames laboratoriais em uma das felinas encontradas sem vida.

A ONG Oito Vidas acionou a Justiça e na terça-feira (11) foi protocolada uma liminar da 7ª Vara Cível da Barra da Tijuca, determinando que o supermercado se abstenha de praticar  os atos contra os gatos que lá vivem.

O Carrefour ainda não se manifestou sobre o assunto

Em entrevista ao Anda, o advogado Marcelo Turra cobrou a responsabilização dos responsáveis e do Carrefour.

“Entendo que o enquadramento como ‘crime de maus-tratos com resultado morte’, somente, não é suficiente. Há, sim, e também, a responsabilidade civil do empregador pelos atos dos seus funcionários e prepostos. Cabe também uma ação pleiteando danos morais coletivos, dentre outras providencias judiciais. Não só o que praticou os maus-tratos deve ser responsabilizado criminalmente mas também a empresa Carrefour, em se comprovando que a decisão da conduta criminosa partiu dos representantes legais do hipermercado”, encerrou.

A coluna de Ancelmo Goes em O Globo noticia que o pedido para a intervenção da Justiça ocorreu por intermédio do Núcleo de Prática Jurídica das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), a pedido da ONG Oito Vidas, no mês de setembro.

“Quando fizemos o pedido, a gente nem imaginava que essa poderia ser a política dessa empresa. Entendo que o enquadramento como “crime de maus-tratos com resultado morte”, somente, não é suficiente. Há, sim, e também, a responsabilidade civil do empregador pelos atos dos seus funcionários e prepostos. Cabe também uma ação pleiteando danos morais coletivos, dentre outras providências judiciais”, declarou ao Globo o advogado Marcelo Turra, que coordena o Núcleo de Prática Jurídica da universidade.

O caso surge quase um mês depois da morte de um cachorro no Carrefour, em SP

Cerca de 50 gatos vivem há mais de cinco anos nas dependências do Carrefour da Barra da Tijuca. O bichanos se concentram nas ruínas da churrascaria Pampa Grill. Os felinos tinham até nomes, como Milly, Tom e Mãezinha. Eles são cuidados por alguns moradores do bairro e considerados animais comunitários, de acordo com a Lei Municipal 4.956/2008.

Em nota, o Carrefour afirma que está em contato com ONGs e entidades de todo o país para desenvolver métodos de defesa e proteção de animais de estimação abandonados. “Especificamente sobre o processo em andamento no Rio de Janeiro, no qual fomos citados no dia 12/12, já estamos em contato com a ONG responsável para buscar soluções e desenvolver iniciativas concretas em nossas lojas do estado”, explica.

A Câmara aumentou a punição de maus-tratos aos animais

A Câmara aprovou projeto que aumenta de um para quatro anos de prisão em casos de maus-tratos aos animais. A matéria teve sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em abril, mas só arranjou espaço no plenário do legislativo por causa da pressão exercida após a morte de um cachorro no início de dezembro no estacionamento do Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo.

No Carrefour de São Paulo

Na filial paulistana da rede de supermercados, um cachorro foi agredido e morto no dia 28 de novembro. A história gerou comoção nacional e aconteceu na loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco.

Imagens das câmeras de vigilância mostram um segurança de terno preto tentando tirar o cachorro dali. Essa mesma pessoa é vista com uma barra de ferro nas mãos. Mancha acabou morrendo por causa de uma hemorragia. Segundo testemunhas, além das agressões, ele teria sido envenenado.

O fato causou uma série de protestos nas dependências da loja

O inquérito sobre a morte do cão deve ser concluído ainda nessa semana.  A responsabilidade das investigações é da Delegacia de Polícia de Investigações Sobre o Meio Ambiente.

“O caso é investigado por meio de inquérito na Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente, de Osasco. Mais de 20 pessoas já foram ouvidas, entre elas o vigilante acusado de desferir um golpe com uma barra de alumínio no animal”, diz em nota a Secretaria de Segurança Pública.

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Fotos: Divulgação


Redação Hypeness
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