Ciência

Orgasmo feminino: Fazer elas ‘chegarem lá’ faz homens se sentirem mais felizes, diz pesquisa

por: Vitor Paiva

O orgasmo feminino é quase sempre visto como uma difícil e quase misteriosa conquista, mas não só para as mulheres: um estudo recente, realizado por pesquisadores da Universidade do Michigan, nos EUA, investigou o impacto do tema sobre a masculinidade dos homens. O resultado sugere o quanto o senso de masculinidade pode ser também definido pela capacidade do homem em “fazer” sua parceira alcançar o clímax sexual.

Participaram da pesquisa 810 homens heterossexuais com 18 anos ou mais, ao quais foi sugerido um exercício de imaginação: os cientistas pediram que os participantes se imaginassem tendo relações sexuais com uma mulher atraente, e depois relatasse como os cenários os faziam sentir. Segundo a pesquisa, ver a parceira atingir o orgasmo é uma das mais satisfatórias experiências sexuais para a vasta maioria – e que tal “conquista” faz os homens se sentirem “mais masculinos”.

A atriz Meg Ryan fingindo orgasmo em cena do filme Harry & Sally

A pesquisa, no entanto, também descobriu que o histórico da mulher (se ela foi capaz de atingir orgasmos com parceiros anteriores), assim como a desigualdade de gêneros em um relacionamento não eram tópicos importantes para os participantes. Tal afirmação, segundo os cientistas, sugere que o orgasmo feminino, para os homens, é mais uma conquista de seu próprio ego do que sobre o prazer da mulher.

Assim, fica subentendido que “as narrativas atuais sobre o orgasmo feminino podem, na verdade, refletir um recondicionamento da sexualidade feminina em serviço em homens, semelhante a como a sexualidade das mulheres tem sido historicamente situada”, conclui a pesquisa. Tal conclusão sugere não só um forte motivo para a tendência das mulheres em fingirem o próprio orgasmo, como talvez também jogue luz sobre a própria desconexão entre propósitos em um casal durante o sexo que ajuda a dificultar à mulher alcançar seu clímax.

A pesquisa foi realizada com homens de em média 25 anos, e não trabalhou com casais homossexuais.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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