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Retrospectiva da representatividade nos cinemas 2018

por: Redação Hypeness

2018 foi um ano foda. Na vida real, ele veio arrasando todas nossas certezas e nos dando um belo tapa de realidade. Mas, na telona, ele mostrou que, ao menos nos cinemas, a representatividade vem ganhando força.

Como dezembro é o mês oficial das retrospectivas, estamos aqui para relembrar todas as vezes que 2018 arrasou ao dar voz às minorias.

Pantera Negra

Pantera Negra não poderia estar em outro lugar que não fosse o topo dessa listinha. <3

É empoderamento negro, feminino e muito mais em uma mesma obra. Eu se fosse você já clicava aqui para assistir logo ao filme, que está disponível no Telecine Play.

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Por falar em empoderamento, não perde essa lista de atores que são também ativistas do movimento negro.

Bohemian Rhapsody

E não é que a vida de Freddie Mercury e a trajetória do Queen deu o que falar também nos cinemas? Depois que lançaram o primeiro trailer do filme, ninguém descansou enquanto não sentou na frente da telona para acompanhar tanta genialidade de pertinho.

Embora o filme não seja sobre representatividade, ele deu uma aula LGBT mostrando o ídolo no maior beijão – e teve gente que ainda achou ruim. Dá para acreditar? A boa notícia é que esse povo ainda vai ter que gastar muita saliva: já sugeriram até uma sequência do filme, que se tornou ~apenas~ a cinebiografia musical com maior bilheteria da história.

Reprodução Bohemian Rhapsody

Colette

É empoderamento feminino que você quer? Então toma esse filmaço, que retrata a biografia da escritora francesa Sidonie Gabrielle Colette.

No século 19, ela lutava para se libertar de um casamento abusivo ao mesmo tempo em que se transformava em uma das maiores autoras de seu país, sendo inclusive candidata a um prêmio Nobel de literatura. Por sinal, aproveita e já confere essa listinha de filmes incríveis protagonizados por mulheres.

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Sua raiva está equivocada. Foi a esposa quem eu achei interessante. 

Uma Dobra no Tempo

Se Colette é um filme com temática feminista, Uma Dobra no Tempo passa longe disso, mas não deixa de levar muito girl power para as telonas. Como? Com um time feminino de peso em frente e atrás das câmeras!

A superprodução da Disney é baseada nos livros da autora Madeleine L´Engle, tem roteiro de Jennifer Lee e é dirigida pela cineasta Ava DuVernay. Esse trio de peso abre caminho para as atrizes Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Mindy Kaling e Gugu Mbatha-Raw. A história gira em torno de três jovens que vão em busca do pai cientista desaparecido e, em sua jornada, recebem a ajuda de três seres peculiares.

Reprodução Uma Dobra no Tempo

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

Representante do Brasil em Cannes, o filme Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos foi rodado durante nove meses na aldeia Pedra Branca, no Tocantins. Mesmo sem equipe técnica, ele retrata temáticas ligadas à espiritualidade dos povos brasileiros de forma sensível em uma época que a demarcação de terras corre perigo.

A trama conta a história do jovem Ihjãc que, após encontrar o espírito de seu pai, precisa realizar uma festa de fim de luto.

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A Pé Ele Não Vai Longe

Talvez um dos únicos lançamentos do ano que retrata a deficiência física. Apesar de trazer a diversidade às telas, não é exatamente na forma de representatividade que ela se manifesta, visto que o ator que interpreta um deficiente físico é Joaquin Phoenix, no papel do desenhista John Callahan.

A gente desculpa a produção: como o personagem torna-se paraplégico ao longo da trama, seria praticamente impossível escalar um ator nessa condição.

Reprodução A Pé Ele Não Vai Longe

Podres de Ricos

Tudo bem que é uma daquelas comédias românticas meio bobas e que vem costurada em uma colcha de clichês. Mesmo assim, Podres de Ricos é o primeiro longa americano protagonizado inteiramente por atores de ascendência asiática desde 1993. E, apesar da produção levar o selo de Hollywood, ela foi filmada em Singapura e na Malásia.

Reprodução Podres de Ricos

Bônus: Oscar 2018 e a visibilidade trans

Apesar de já ter recebido muitas críticas devido à falta de representatividade, o Oscar de 2018 trouxe dois filmaços que abordam a transexualidade. O chileno Uma Mulher Fantástica (2017) levou a estatueta de melhor filme estrangeiro. A obra fala sobre a vida de Marina, uma transexual que vê sua vida mudar após a morte de seu parceiro – nas telas, ela é interpretada pela atriz trans Daniela Vega. 

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Na categoria documentário, a premiação indicou pela primeira vez um cineasta trans. Yance Ford concorreu com Strong Island, um drama biográfico sobre racismo e as falhas no sistema judiciário que retrata a história do assassinato de seu irmão.

Para ver mais filmes que esbanjam representatividade, não deixe de conferir essa playlist exclusiva criada pelo Telecine Play.

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Imagem em destaque: Reprodução Pantera Negra


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