Debate

Réu por fraude ambiental, ministro do Meio Ambiente é a favor da caça

por: Redação Hypeness

No último fim de semana, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) revelou o nome do último ministro da nova equipe de governo. O escolhido para chefiar a pasta do Meio Ambiente foi Ricardo Salles, do Partido Novo de São Paulo. A eleição causou polêmica e espanto, sobretudo pelo histórico agressivo do ex-candidato a deputado federal.

Salles, que é ligado ao Movimento Endireita Brasil, atuou como assessor pessoal do ex-governador de São Paulo e candidato à presidência derrotado Geraldo Alckmin. Durante a campanha frustrada por uma cadeira no Congresso Nacional, teria escolhido o número 3006 para representá-lo nas urnas em alusão a um tipo de munição.

Uma imagem divulgada nas redes sociais mostra Ricardo associando o uso de munição ao combate de “praga do javali”, “contra a esquerda e o MST”, além de ser contra “roubo de trator, gado e instrumentos” e “contra a bandidagem no campo”.

Ambientalistas temem uma possível postura agressiva da pasta

Em resposta aos críticos, o Partido Novo se manifestou pelo Twitter dizendo que “não compactua com qualquer insinuação ou apologia à violência, de qualquer tipo, contra quem quer que seja”. A legenda afirma não aprovar a postura do filiado.  

Bolsonaro declarou algumas vezes não desejar a nomeação de um ministro xiita. Muito embora o presidente eleito tenha dito em entrevistas que não vai admitir que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) saia “multando a torto e a direito”.

Ricardo Salles é réu em uma ação de improbidade administrativa movida por quatro promotores do Ministério Público de São Paulo. A ação corre desde novembro de 2017 na 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.

O Partido Novo diz que não endossa a postura de Ricardo Salles

A ação é movida pelos promotores Silvio Marques, Leandro Lemes, Thomás Yabiku e Jaime do Nascimento Júnior e diz que no governo Geraldo Alckmin (PSDB), Salles e outras duas pessoas teriam fraudado o processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, no ano de 2016.

Salles nega irregularidades e que até o momento não existe sentença alguma e as decisões sobre a Área de Proteção Ambiental (APA) foram favoráveis a ele.

 

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Fotos: foto 1: EBC/Reprodução/foto 2: Reprodução


Redação Hypeness
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