Ciência

Síndrome de Felícia: Por que sentimos vontade de esmagar o que é fofo

por: Vitor Paiva

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Basta nos vermos diante de um gatinho ou cãozinho para nos vermos diante de um curioso, inevitável e unânime sentimento: a vontade irrefreável de apertar e até mesmo esmagar os animaizinhos mais fofos. Mas qual é o motivo para sermos tão frequentemente assaltados por esse complexo de Felícia que parece tomar a todos nós diante da fofura? Há, para a ciência, um nome um tanto paradoxal para tal fenômeno: “Cute Agression”, ou Agressão fofa.

Tal reação nos toma, segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, a partir tanto das nossas emoções quanto do sistema de recompensas do nosso cérebro – afetando assim tanto nossas atividades neuronais quanto o nosso comportamento.

Um relatório sobre as Agressões fofas ilustra o quanto não somos capazes de lidar com sentimentos extremos de euforia – algo similar às lágrimas de felicidade ou, em um sentido oposto, a quando rimos em momentos de tensão.

O que o cérebro faz para te proteger de um pico intenso de uma emoção é enviar uma injeção de um sentimento oposto, a fim de aliviar o estado de excitação – ou tensão – inicial. Trata-se, porém, de uma reação extrema e um tanto descontrolada do cérebro, considerando o sentimento de fofura diante de animais e bebês se dá para que sejamos estimulados a cuidar deles. Então, no lugar de esmagar furiosamente um gatinho ou cão, lembre-se que o razoável a se fazer é o contrário: cuidar do animal.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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