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ACABOU A CORRUPÇÃO!! BC quer que bancos parem de vigiar transações de parentes de políticos

por: Redação Hypeness

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O Banco Central pretende afrouxar os métodos de vigilância de parentes de políticos empregados em instituições financeiras.

A medida prevê a derrubada da prerrogativa em vigor desde 2009, além de acabar com a exigência de que todas as transações bancárias acima de R$ 10 mil sejam notificadas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Talvez você não sabia, mas as propostas entraram em consulta pública na semana passada e segundo o Banco Central, fazem parte da atualização de medidas para combater a corrupção, em especial lavagem de dinheiro.

A proposta irritou membros da Polícia Federal e do Judiciário

No entanto, o método aprovado em 2009 previa um pente fino em familiares, como pais, filhos e enteados de políticos funcionários de instituições financeiras justamente para acabar com o crime de lavagem de dinheiro.

Em nota, o Banco Central afirma que a proposta não impedirá o Coaf de monitorar filhos de políticos pelo sistema de Pessoas Politicamente Expostas (PPE). De acordo com o órgão, a atualização vai tornar mais “rígidos, abrangentes e eficientes os controles das instituições financeiras para a prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLDFT)”.

Membros da Polícia Federal e do Judiciário ouvidos pela Folha de São Paulo não gostaram nada dos planos do BC de retirar parentes de políticos da lista de vigilância.

“Usar parentes é a dinâmica contumaz quando a intenção que subjaz é a ocultação do real beneficiário. E familiares são sim formas de interposto. Tirá-los é uma fragilidade que precisa ser corrigida”, alerta Marcos Camargo, presidente da associação dos peritos criminais federais.

O Coaf detectou movimentações suspeitas na conta de Flávio Bolsonaro

O Banco Central está de olho também no Coaf. Pela proposta, seria retirada a linha de corte R$ 10 mil para comunicações obrigatórias das instituições financeiras ao Coaf. Atualmente transações bancárias acima R$ 10 mil, mesmo que fracionadas, geram alertas.

Foi o Coaf responsável por detectar operações suspeitas envolvendo o nome do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). O Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificou 48 depósitos suspeitos em apenas um mês, totalizando R$ 96 mil em dinheiro vivo, na conta do filho do presidente em 2017. Ele nega e pediu suspensão da investigação pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras também encontrou movimentações suspeitas vindas do gabinete do deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ). Os valores estão na casa dos R$ 26,5 milhões e quatro funcionários teriam movimentado ao todo em contas bancárias R$ 49,31 milhões. Assim como Flávio, ele nega. 

Segundo especialistas, transações em dinheiro vivo são as mais utilizadas em casos de lavagem de dinheiro, como saques e depósitos. Há algum tempo os bancos tentam dificultar este tipo de transação financeira, como o estabelecimento do limite de R$ 10 mil para depósito, mas ainda enfrentam restrições legais. A Federação Brasileira de Bancos preferiu não se pronunciar.

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Fotos: foto 1: EBC/foto 2: Reprodução/Facebook


Redação Hypeness
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