Arte

Elogiada exposição Björk Digital traz mistura de realidade virtual e arte ao Brasil

23 • 01 • 2019 às 17:29
Atualizada em 23 • 01 • 2019 às 17:44
Gabriela Rassy
Gabriela Rassy   Redatora Jornalista enraizada na cultura, caçadora de tendências, arte e conexões no Brasil e no mundo. Especializada em jornalismo cultural, já passou pela Revista Bravo! e pelo Itaú Cultural até chegar ao Catraca Livre, onde foi responsável pelo conteúdo em agenda cultural de mais de 8 capitais brasileiras por 6 anos. Roteirizou vídeo cases para Rock In Rio Academy, HSM e Quero Passagem, neste último atuando ainda como produtora e apresentadora em guias turísticos. Há quase 3 anos dá luz às tendências e narrativas culturais feministas e rompedoras de fronteiras no Hypeness. Trabalha em formatos multimídia fazendo cobertura de festivais, como SXSW, Parada do Orgulho LGBT de SP, Rock In Rio e LoollaPalooza, além de produzir roteiros, reportagens e vídeos.

“A realidade virtual não é apenas uma continuidade do videoclipe, mas tem um potencial teatral ainda mais íntimo, ideal para essa jornada emocional”. A fala da cantora islandesa Björk diz muito sobre a que vem a nova e empolgante exposição que estreia no Brasil.

Björk Digital já passou – e com muito sucesso – por Tóquio, Barcelona, Cidade do México, Moscou, Montreal, Sidney, Londres, Los Angeles, entre outras, e chega finalmente ao MIS, em São Paulo, em Junho de 2019.


Só de pensar em Björk, já é possível prever que a mostra será, no mínimo, peculiar. Esta, que é uma exposição-instalação, une tecnologia e arte para ilustrar de forma contemporânea e artística as imagens poéticas das músicas do álbum Vulnicura (“Cura para as Feridas”).

Lançado em 2015, o trabalho fala sobre os diálogos que podemos ter em nossas cabeças e em nossos corações no fim de uma relação e os processos de cura a partir do rompimento. Assim, está não é uma exposição para ser assistida e sim experimentada.


Como definiu bem o The Guardian, “não é uma exposição de arte, nem apresentação de filme, nem demonstração de tecnologia, mas uma mistura de todos os esses itens”. Com curadoria do MIF (Manchester Internacional Festival) a mostra se divide em seis sessões, compostas por realidade virtual e elementos audiovisuais imersivos. Neles, os visitantes participam interagindo com cada uma das instalações.

Enquanto a mostra não chega ao Brasil, vale aproveitar para ir ao MIS curtir a megaexposição Quadrinhos – que até já contamos por aqui. O Museu funciona de terça a sábado, das 10h às 20h; e aos domingos, das 9h às 18h. Os ingressos custam R$ 30 e às terça a entrada é grátis.

 

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