Debate

Escolas de elite do Sudeste criticam ministro da Educação em carta

por: Redação Hypeness

Um bloco formado por escolas construtivas de elite de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais divulgou carta ao ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, para que ele “não permita que o país entre numa rota de retrocesso”.

O texto faz críticas ao discurso de Rodriguez, dizendo que suas falas até o momento “deixam a desejar”. “Com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Exa considere a Escola sem Partido ‘providência fundamental’”. Lembrando que o ministro defendeu o projeto em seu blog pessoal.  

Para os colégios dos três estados do Sudeste, os defensores da chamada ‘despartidarização do ensino’ são um “grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio”.

Os colégios desqualificaram o temor de uma suposta ‘doutrinação marxista’

A carta é assinada por instituições como a Escola da Vila, localizada na zona oeste de São Paulo e a Escola Viva, na zona sul da capital paulista. As mensalidades dos colégios estão na casa dos R$ 4 mil.

O ensino construtivista enxerga o conhecimento como algo construído pelo estudante, por meio de interesses e curiosidades. Sempre com acompanhamento do professor. O diferencial é pensar o aprendizado para além da transmissão de conteúdo, justamente para o surgimento da visão crítica.

O conceito está distante de filosofias planejadas pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). O presidente, o ministro da Educação e outros nomes defendem uma educação calçada apenas em matemática, química e geografia. De acordo com o presidente, existe em marcha no Brasil uma “doutrinação marxista”.

O novo ministro quer acabar com o uso da palavra diversidade

“São muitas e complexas as razões que trouxeram a Educação Básica aos péssimos resultados que se repetem há alguns anos. Mas, certamente, entre as muitas principais delas, não estão ideologias de esquerda”, pontua o manifesto.

Além das escolas de São Paulo, a carta ao ministro Ricardo Vélez Rodriguez é assinada pelo Balão Vermelho e o Colégio Mangabeiras Parque, ambos de Belo Horizonte e a Escola Parque, instalada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Fim da secretaria da diversidade

Em apenas uma semana de governo, o ministro da Educação acabou com a Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão) para criar uma estrutura batizada de Modalidades Especializadas.

A pasta responsável pelo ensino de Libras está extinta

Seguindo a lógica defendida pelo presidente, será instituída também a chamada secretaria da alfabetização, supostamente distante de nichos sociais. Com isso, temas relacionados com a defesa dos direitos humanos e educação étnico-raciais, ficam enfraquecidas. A palavra diversidade, praticamente proibida.

Vélez é de origem colombiana. O novo ministro é filósofo e professor emérito da Escola de Comando e estado-maior do Exército e professor associado aposentado da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

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Fotos: Reprodução/EBC


Redação Hypeness
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