Debate

Nem azul nem rosa. A roupa ideal pra crianças de ambos os gêneros era o vestido, até o século 18

por: Redação Hypeness

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A fala da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos sobre cores direcionadas para meninas e meninos provocou uma enxurrada de reflexões e críticas nas redes sociais. Em um vídeo, Damares Alves defende que meninos vistam azul e meninas rosa.

Para muitos usuários nas redes sociais, as crianças brasileiras carecem de atendimentos básicos e a questão da cor da roupa é algo banal. Para outros, a questão é sim muito importante e grave pois trata-se de começar a implementar uma cultura sexista e limitante desde cedo no imaginário das crianças, delimitando o que é ‘coisa de menino’ e ‘coisa de menino’.

Encarar diferenças de gênero – que na verdade não passam de construções sociais – como verdade absoluta é apenas mais uma forma de legitimar e alimentar o sexismo e a desigualdade de gênero.

Por isso, o perfil repeteroupa postou no Instagram uma reflexão interessante sobre costumes (ou construções sociais) e como eles mudam ao longo da história.

Damares Alves acha que menino deve usar azul e menina rosa…

“Quando uma criança faz xixi ou cocô quem tem que limpar é outra pessoa. Alguém vai ter que tirar a roupa daquela criança, lavá-la, trocar a fralda. Bem mais fácil fazer isso se a criança em questão está de vestido, certo? Pois até o século XVIII esse era o senso comum cultural: uma roupa de criança tem que ser prática para trocá-la e fácil de lavar: toda criança, até mais ou menos os 7 anos de idade, usava vestido branco. VESTIDO BRANCO”.

Engana-se quem pensa que a distinção de gênero seja algo dos tempos modernos. Já nessa época, a orientação sexual era coisa de adulto. “Porque caracterizava seu papel na sociedade e no casamento. Criança não casa, criança não tem papel social ainda, criança é tudo igual”.

Mas, Damares, no século 18, meninos usavam vestido

Isso se dá, por exemplo, pelo pensamento de que calças compridas eram inapropriadas para crianças. Aliás, meninos usavam vestidos sem problema algum. “Porque representavam o gênero e o sexo masculino – ou seja, calças compridas eram consideradas roupas SEXUALIZADAS demais para crianças. não importava se era menino ou menina: roupa de criança era vestido branco”, diz o texto publicado no perfil do repeteroupa.

Não tinha esse papo de azul ou rosa, a cora era o branco

Talvez para choque da ministra Damares Alves, até meados do século XIX, segundo o perfil repeteroupa, “a cor considerada ideal para os meninos era rosa: uma cor forte, vibrante e mais DECIDIDA. para as meninas, sobrou o azul, considerada uma cor delicada e frufruzenta”.

Trocando em miúdos, a verdade que assim como a orientação sexual, as cores são feitas para serem usadas livremente por quem bem entender. Em tempo, diante da repercussão, Damares disse que trata-se de uma metáfora. Ela lembrou ainda do Outubro Rosa e o Novembro Azul, campanhas de prevenção ao câncer de mama e próstata, respectivamente. Não estaria na hora de revermos isso também?

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Fotos: foto 1: Reprodução/EBC/foto 2: Reprodução/foto 3: Reprodução


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