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Precisamos de uma versão brasileira do Twitter do cão que fareja racismo

por: Vitor Paiva

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Assim como somos capazes de farejar racismo e outros preconceitos mesmo que velados, da mesma forma também é o faro dos cães – ou ao menos de um cachorro virtual.

Conhecido no Twitter como Racism WatchDog (algo como Cão de Guarda do Racismo, em tradução livre), a simpatia do vigilante da internet se restringe à foto: tal qual um cão farejador reage à presença de drogas em, por exemplo, um aeroporto, o Racism WatchDog detecta comportamento racista em notícias e posts instantaneamente – e reage sempre em alerta com estardalhaço.

“AU AU AU”: Se latiu, o post é minimamente suspeito

Como é possível notar pelos tweets e notícias que a conta compartilha, existem três níveis de racismo para o Racism WatchDog: para o racismo velado ou mais discreto, o post é acompanhado de uma rosnada em GRRRRR.

Quando se trata de racismo evidente, o post vem com um latido em WOOF.

 

Já quando o racismo é pesado e descarado, uma sequência ruidosa de latidos em BARK BARK BARK é o alarme que o animal soa para denunciar o preconceito em questão.

Filho de dois pais – que também possuem uma conta no Twitter como “pais do Cão de Guarda do Racismo” –, o heróis de quatro patas denuncia todo e qualquer tipo de racismo, inclusive de outros países.

Infelizmente, o recém-eleito presidente do Brasil também foi detectado pelo cão. O momento em questão foi quando Bolsonaro agradecia o apoio do presidente americano, Donald Trump, após a sua posse em janeiro deste ano. O interessante aqui é que o cãozinho digital se provou “bilíngue”, em uma série de latidos em perfeito “português”: AU AU AU AU.

 Que considerarmos a ideia de uma conta para farejar as escorregadas dos tuiteiros nacionais? Material para farejar é que não falta.

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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